JCP reúne centenas de jovens em Oeiras no 13.º Congresso sob o lema “Nas nossas mãos o mundo novo”
A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) realizou este fim de semana, no Pavilhão Desportivo Carlos Queiroz, em Carnaxide, Oeiras, o 13.º Congresso, encerrando dois dias de debates, intervenções e iniciativas sob o lema “Nas nossas mãos o mundo novo – Organizar. Unir. Lutar.”
O Congresso reuniu militantes de todo o país para discutir a situação política nacional e internacional, avaliar o trabalho desenvolvido nos últimos anos e definir objetivos para a ação futura.
O Projecto de Resolução Política submetido a discussão incluía 13 metas centrais, entre o reforço da presença da JCP no ensino secundário, profissional e superior e universidades, o alargamento da organização com novos recrutamentos, o reforço das organizações regionais, a dinamização do Movimento Associativo Estudantil e do Movimento Sindical Unitário e o aprofundamento da ação reivindicativa.
Durante os dois dias, mais de 200 delegados apresentaram intervenções sobre a realidade da juventude em escolas, universidades e locais de trabalho, refletindo problemas como a precariedade laboral, o aumento das propinas, a falta de investimento na escola pública, a crise da habitação e o acesso à saúde.
O Congresso contou ainda com a participação da Federação Mundial da Juventude Democrática, cuja presidência é atualmente detida pela JCP, e dedicou parte dos trabalhos de domingo a momentos de solidariedade internacional, em particular com a Palestina, Cuba, Venezuela e o povo sarauí, reafirmando a solidariedade internacionali.
Encerramento com intervenção de Paulo Raimundo
A sessão de encerramento, na tarde de domingo, foi marcada pela intervenção de Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, e o único do partido que foi militante e dirigente da JCP, que saudou a organização e sublinhou o papel da juventude comunista que dá “muita força e uma grande confiança na luta de todos os dias e pela transformação revolucionária da sociedade, por esse mundo novo que está nas vossas mãos”.
No discurso, Raimundo criticou duramente as políticas do Governo PSD/CDS, bem como as propostas relacionadas com o pacote laboral, que classificou como um “roubo das perspectivas de vida da juventude”. Apelou à participação dos jovens na Greve Geral convocada pela CGTP-IN para 11 de dezembro, defendendo que “os jovens não estão condenados a este destino, a esta nova escravatura, a esta vida de baixos salários, sem tempo para viver, sem direito à habitação”.
O dirigente comunista destacou ainda o reforço da organização, celebrando os 700 novos militantes recrutados, e reafirmou o compromisso da JCP com a luta pela paz, pela escola pública, pelo direito à habitação e pelos direitos laborais.
Para além dos debates, o Congresso integrou um desfile no sábado à noite, seguido da comemoração dos 46 anos da JCP. A noite terminou com concertos dos rappers Real Guns e Vado Más Ki Ás, que animaram o encontro com sons em crioulo e mensagens de intervenção social.
Nova direção eleita
O Congresso elegeu uma nova direção nacional, que assume agora a responsabilidade de conduzir a organização nas próximas iniciativas, incluindo a mobilização para as manifestações de solidariedade com a Palestina agendadas para 29 de novembro, a participação na Greve Geral a 11 de dezembro e o apoio à candidatura de António Filipe às próximas eleições presidenciais.
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