IPMA prevê chuva e vento para os próximos dias em Portugal, mas sem gravidade extrema
Superfícies frontais vão trazer precipitação e vento, mas não tão severos como os da depressão Kristin.
Passagem de frentes traz chuva típica de inverno
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que, nos próximos dias, a passagem de várias superfícies frontais provoque chuva em partes do território continental de Portugal, acompanhada de vento moderado. A meteorologista Cristina Simões afirmou à agência Lusa que estes fenómenos serão próprios do inverno e não deverão alcançar a intensidade extrema da depressão Kristin, que afetou o país nos últimos dias.
“Não será nada muito assustador, nem agressivo, no entanto, com precauções até porque estamos numa situação em que há zonas muito fragilizadas com tudo o que aconteceu”, disse Simões à Lusa, alertando para as áreas que estão ainda em processo de resolução de estragos.
Previsão do IPMA para os próximos dias em Portugal
O IPMA indica que esta sexta-feira ainda poderá ocorrer alguma chuva, enquanto sábado deverá ser mais calmo, com períodos de acalmia. A partir de domingo, as frentes trarão precipitação distribuída entre domingo e segunda-feira, sobretudo nas regiões Norte e Centro, no final do dia.
O agravamento esperado está ligado à passagem de uma frente fria, que originará inicialmente chuva contínua, evoluindo depois para aguaceiros e vento mais forte à medida que a frente avança.
Neve, vento e avisos possíveis
Para segunda-feira, o IPMA prevê queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e um reforço do vento, embora até ao momento não tenham existido avisos meteorológicos sobre tal. Caso surjam, estes serão de nível amarelo, menos severo do que os registados com a depressão anterior.
A meteorologista reforça que, ao longo da próxima semana, se manterá a alternância de períodos de chuva e de acalmia, devido à posição do anticiclone muito a sul, que permite a entrada de perturbações atlânticas no continente.
Contexto recente
A depressão Kristin, que atravessou Portugal continental e deixou um rasto de destruição, principalmente na madrugada da passada quarta-feira, causou pelo menos cinco mortes, vários feridos e centenas de desalojados, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Por exemplo, distritos como Leiria, Coimbra e Santarém registaram quedas de árvores, cortes de estradas, interrupções no transporte, fecho de escolas e falhas em serviços essenciais.
Face à dimensão dos estragos, o Governo decretou situação de calamidade para cerca de 60 municípios, entre as 00h00 de quarta-feira e as 23h59 de 1 de fevereiro, permitindo agilizar os devidos meios de apoio às populações afetadas.
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