IPMA mantém interdita apanha de lambujinha junto à Ponte Vasco da Gama devido a contaminação
A apanha e comercialização de lambujinha em zonas do estuário do Tejo está interdita, na sequência da deteção de contaminação química por chumbo.
Segundo o boletim divulgado pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera esta terça-feira, 19 de maio, a interdição aplica-se às zonas de produção ETJ1 e ETJ2, localizadas no estuário do Tejo, junto da Ponte Vasco da Gama, e a decisão surge no âmbito de um despacho emitido pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) em janeiro de 2026.
Nesta zona, a jusante e a montante da Ponte Vasco da Gama, há espécies apresentam situação aberta, permitindo a sua apanha e comercialização, como o caso do mexilhão, da ostra-portuguesa e do pé-de-burro.
O IPMA reforça que o controlo sanitário das zonas de produção é realizado de forma regular para garantir a segurança alimentar e prevenir riscos para a saúde pública associados ao consumo de produtos contaminados.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém também interdita a apanha e comercialização de várias espécies de moluscos bivalves, equinodermes, tunicados e gastrópodes marinhos vivos na zona de produção L6, correspondente ao litoral entre Setúbal e Sines.
De acordo com a decisão divulgada pelo organismo, datada de 19 de maio de 2026, a maioria das espécies analisadas apresenta “amostra indisponível”, situação que impede a reclassificação sanitária e mantém a proibição em vigor.
Entre as espécies afetadas encontram-se amêijoa-boa, amêijoa-branca, amêijoa-macha, berbigão, conquilha, longueirão e mexilhão.
O relatório do IPMA refere ainda um caso de contaminação química por cádmio na espécie lapa, o que motivou igualmente a manutenção da interdição à sua captura e comercialização.
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