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Inundações | Autarquia do Seixal garante que famílias no Muxito já regressaram a casa

As famílias que ficaram com as habitações inundadas no Muxito, em Vale de Gatos, Amora, no dia 13 de Dezembro, devido às fortes chuvadas que se fizeram sentir em Portugal Continental “já todas voltaram para as suas casas, devidamente reparadas e equipadas” garantiu o presidente da autarquia, Paulo Silva.

O assunto foi levantado pelos vereadores do PS durante a reunião do executivo que teve lugar na tarde desta quarta-feira, altura em que o presidente referiu também que “conforme dados da Área Metropolitana de Lisboa, na noite de 13 para 14 de Dezembro, foi no concelho do Seixal que choveu mais.

Apesar disso, felizmente, não tivemos os mesmos estragos que noutros concelhos, e a situação poderia não ter sido tão grave se o município de Almada já tivesse construído as duas baías de retenção que são necessárias.”

Ainda relativamente às famílias desalojadas na Amora e em Corroios (Quinta das Lagoas), o presidente criticou também o posicionamento da Segurança Social, “com quem entrámos em contacto, mas que não nos respondeu, tendo sido a autarquia que encontrou soluções de realojamento para todos os afectados, num trabalho conjunto com as Juntas de Freguesia, e com a população, que respondeu aos apelos que foram lançados, e ofereceu os bens necessários para estas pessoas retomarem as suas vidas”.

Sobre a situação ‘inédita’ que se observou no Muxito, o vereador Joaquim Tavares (CDU) confirmou “nunca ter assistido a algo assim. Pese embora existir ali uma baía de retenção, o que aconteceu foi que os sumidores da EN10 não conseguiram dar o escoamento devido, e a água acabou por ser ‘descarregada’ de uma forma significativa para aquela zona do Muxito.

Logo que tivemos condições, intervimos com a Estradas de Portugal e a par com os serviços da Câmara Municipal estamos a tentar encontrar soluções para que não volte a acontecer.”

Os vereadores Miguel Feio e Nuno Miguel Moreira frisaram a necessidade de “a autarquia precaver-se para os fenómenos extremos meteorológicos que serão cada vez mais frequentes”, ao que Paulo Silva recordou existir na Área Metropolitana de Lisboa “um grupo de trabalho que está a trabalhar o tema das alterações climáticas e que faz as necessárias recomendações para mitigar o que possa vir a acontecer”.

Pedidos de habitação e camião da SIC

Mais uma vez, no período aberto à população da reunião câmara no Seixal, sucederam-se os pedidos de habitação de munícipes, que se encontram em risco de perder as suas.

As demoras nos processos de urbanismo, um pedido de indemnização feito por uma munícipe e uma reclamação sobre os cheiros e barulhos causados por um restaurante com esplanada, sem alvará de licenciamento e sem extrator de fumos, foram outros dos assuntos levados a esta reunião.

Também a facturação de água com avisos de corte levou à reunião José Faustino, que se queixou de “estar a ser muito maltratado pelo município, moro cá há mais de 60 anos, e não me conseguem explicar a situação nem o porquê de ter agora 140 euros de água para pagar”.

Em resposta aos problemas da habitação, o vereador Bruno Santos reforçou o facto de “a autarquia não ter neste momento qualquer habitação disponível; estamos a desenvolver um processo para adquirir casas ao Estado para conseguirmos dar resposta a situações de emergência, mas não é algo no imediato, essa resposta terá de ser articulada com outras entidades”.

Sobre as demoras no urbanismo o presidente Paulo Silva apresentou as desculpas, e referiu que “isso deveu-se a uma situação complicada nos serviços e que nos levou a contratar mais pessoas, esperamos com isso resolver parte da situação”.

Durante o período Antes da Ordem do Dia, a vereadora Elisabete Adrião (PS) convidou o presidente “a visitar o ‘Seixal Esquecido’, porque já sabemos que é fã do camião da SIC onde aparece sorridente, mas convido-o a fazer um passeio nas zonas que precisam de ser tratadas, em vez de ser sempre em redor da baía e dou como exemplo o Alto do Moinho, que os eleitos do PS visitaram hoje e encontramos situações onde nem há passagens para peões nem passeios em condições”.

A vereadora mostrou também preocupação pelo efeito dos fogos de artifício “que todos sabemos causar pânico em animais, e basta relembrar o que se viveu no canil municipal quando se lembraram de colocar ali perto os morteiros, pelo que propomos que a Câmara use as redes sociais para relembrar aos tutores dos animais o que devem fazer para os manter calmos”.

Paulo Silva relembrou que “tanto os tutores de animais, como também os pais de crianças particularmente sensíveis, têm de ter especiais cuidados nesta altura”.


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