A bancada do PSD/CDS iniciou a abordagem de alguns problemas relativamente às carências de papeleiras perto dos estabelecimentos comerciais nas duas freguesias e a falta de berçários onde existe apenas uma pequena oferta. Os deputados alertaram para a pouca oferta que existe para o carregamento de carros elétricos, onde existe apenas um no Poceirão.
Mais de uma centena de barracas
Os moradores denunciaram aos deputados a proliferação de contentores e casas abarracadas pomposamente designadas de prefabricadas, que “estão a contribuir para a desvalorização do nosso território”.
Os sociais-democratas apelaram à autarquia que aposte numa estratégia para atrair os empresários para investirem nesta zona, com especial incidência na Marateca que tem uma oferta de acessibilidades de excelência.
O presidente a União de Freguesias de Poceirão e Marateca, após recomendar uma vistoria às caldeiras de aquecimento das escolas, para estarem operacionais no próximo ano letivo, para evitar que os alunos levem aquecedores e mantas para se agasalharem, como aconteceu este ano.
Após condenar o descalabro do lixo e monos, o autarca pediu uma maior atenção para os circuitos de recolha, mas não deixa de reconhecer que “existe uma grande falta de civismo das pessoas”. E lamentou a retirada de dezenas de locais de estacionamento na aldeia de Águas de Moura, que prejudica os moradores e o comércio local, que “nem sequer foram ouvidos, nem achados”.
Bernardo Cabral revelou estar muito preocupado com “a proliferação de casas abarracadas, que estão a surgir como cogumelos”. Em março, lembrou, “percorremos as freguesias de Poceirão e Marateca e apesar de não termos acessos a todos os locais, detetámos mais de uma centena de contentores e barracas ilegais” e defendeu “tem de existir uma política rigorosa da fiscalização” para combater este flagelo. O autarca desafiou os responsáveis da autarquia, que aproveitem a Semana da Freguesia de Marateca, que irá decorrer de 29 de junho a 3 de julho para se deslocarem à Estrada de Fernando Pó, onde está a surgir “um condomínio de barracas”.
Atestados de residência a imigrantes
O presidente da União de Freguesias acusou a anterior presidente de ter emitido 1.424 atestados de residência a imigrantes para serem distribuídos por cinco casas no Poceirão, numa média de centena e meia de pessoas por cada casa.
E destaca “trata-se de casos graves e alertámos o Ministério Público”, pois a situação pode gerar “auxílio à imigração ilegal”.
Bernardo Cabral aproveitou a sessão da Assembleia Municipal descentralizada no Poceirão para interrogar a presidente Ana Teresa Vicente “se vai manter esta senhora a trabalhar na Câmara de Palmela, que andou no silêncio do dia a assinar atestados de residência ilegais?”
A edil esclareceu “a senhora em causa perdeu a presidência da Junta e como quadro da administração pública pediu a transferência e está a trabalhar na Divisão de Recursos” e lembrou a câmara “continua a precisar de quadros” e “não tenho conhecimento que tenha cometido alguma atitude inadequada” e assim “irei aguardar”.
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