Iniciativa Liberal critica “Inação” da Câmara de Almada pela existência dos Bairros de Lata
A Iniciativa Liberal – Almada lançou criticas à atuação da Câmara Municipal de Almada face à "existência e degradação de bairros de lata" no concelho, acusando o executivo liderado por Inês de Medeiros de “décadas de inação", "desresponsabilização municipal" e "declarações inaceitáveis”.
Em comunicado, o Grupo de Coordenação Local do Núcleo Territorial de Almada da Iniciativa Liberal denuncia a “ausência de estratégia, liderança e responsabilidade” da Câmara Municipal relativamente a zonas como o 2.º Torrão, Penajóia, Terras da Costa e Raposo, que classifica como “símbolos de um falhanço político prolongado”. Segundo o partido, o problema atravessa sucessivas lideranças camarárias, desde a CDU ao PS e PSD, sem que tenha havido uma resposta eficaz.
A crítica refere as declarações prestadas pela presidente da Câmara, Inês de Medeiros, à SIC no passado dia 22 de julho. Nessa intervenção, a autarca atribuiu responsabilidades ao Estado, reiterando que “aquele terreno é exclusivamente do Estado e em particular do IHRU”. Para a Iniciativa Liberal, esta justificação “demonstra total incapacidade política” e representa “um lavar as mãos da responsabilidade municipal” por parte de quem lidera o município.
O partido afirma ainda que a recente moção aprovada por unanimidade pela autarquia sobre esta matéria é apenas mais “retórica inconsequente”.
A Iniciativa Liberal afirma que tem “mantido uma posição clara”. Em 2021, realizou uma visita ao 2.º Torrão, acompanhada pelo então presidente do partido, João Cotrim de Figueiredo, e dizem usar “a Assembleia da República e os nossos canais locais de comunicação para alertar repetidamente para a degradação destes bairros e para a total inação da Câmara Municipal de Almada”, afirmam em comunicado.
O partido liberal sublinha ainda as “propostas concretas” que apresenta para resolver o problema, como a “Fiscalização efetiva e contínua da expansão ilegal; Contenção imediata da ocupação de solos públicos e privados; Plano transparente e realista de realojamento digno e célere das famílias; Políticas de habitação centradas na legalidade, na dignidade e na sustentabilidade social e financeira”, mas sem aprofundar de que forma seriam postas em prática.
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