Iniciativa Liberal Almada acusa PS e PSD de “triste espetáculo” na crise das arribas
Numa publicação nas redes sociais, o deputado municipal Carlos Alves critica PS e PSD por um “triste espetáculo” e diz que a IL quer o escrutínio que falta no conflito entre a carta de Inês de Medeiros e as versões de Vanessa Krause e dirigentes do PSD.

A concelhia de Iniciativa Liberal em Almada entrou esta terça-feira na polémica em torno da resposta municipal aos deslizamentos e ao risco nas arribas, defendendo que “a segurança dos almadenses não é uma escolha, é um direito”.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, a estrutura local afirma que o seu deputado municipal Carlos Alves “denuncia e questiona, no sítio próprio”, a Assembleia Municipal de Almada e a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, sobre os “preparativos” da Câmara Municipal de Almada ao nível da Proteção Civil e as condições de segurança da população, com foco particular na Costa da Caparica.
No mesmo texto, a IL Almada acusa Partido Socialista Almada e Partido Social Democrata Almada de estarem a dar “um triste espetáculo” perante os almadenses, “em pleno cenário de calamidade”, dizendo que o partido procura ocupar o espaço de “preocupação e escrutínio” que considera estar a faltar.
Contexto: carta ao Governo, versões contraditórias e escalada política
A intervenção da Iniciativa Liberal surge num momento em que a crise das arribas deixou de ser apenas operacional e passou a ser também um conflito político aberto.
Tudo ganhou nova dimensão com a carta enviada por Inês de Medeiros ao Governo, na qual a presidente da Câmara se disse surpreendida com a presença do Exército e do LNEC em São João da Caparica sem articulação com o município e apontou um alegado tratamento desigual no concelho, associando a mobilização a um pedido da junta local.
Em resposta ao Diário do Distrito, a presidente da Junta da Costa da Caparica, Vanessa Krause, rejeitou ter acionado o Governo, atribuindo os contactos ao Exército e ao LNEC a deputados do PSD, após — segundo a sua versão — várias tentativas de contacto com a Proteção Civil municipal para nova avaliação no terreno. O vereador social-democrata Paulo Sabino corroborou a leitura de que a iniciativa partiu de parlamentares e intensificou o tom político nas redes sociais, acusando o executivo socialista de “inércia”.
Já o deputado Paulo Edson Cunha defendeu que a intervenção ocorreu em contexto de urgência e por pedidos de ajuda de moradores, criticando a autarquia por, na sua perspetiva, transformar um episódio de emergência numa disputa política.
O que a IL quer ver esclarecido
Ao colocar o tema na esfera do escrutínio institucional, a Iniciativa Liberal sinaliza duas exigências principais:
- explicações sobre a preparação e atuação da Proteção Civil municipal no quadro das ocorrências;
- garantias sobre a segurança da população, com destaque para a Costa da Caparica, num contexto de risco e de necessidade de decisões rápidas no terreno.
Com esta tomada de posição, a Iniciativa Liberal junta-se à controvérsia que opõe PS e PSD em Almada e procura recentrar o debate em respostas operacionais, planos e responsabilidades — num momento em que a narrativa pública continua marcada por versões divergentes sobre quem contactou quem, quando e com que resultados.
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