Inês de Medeiros diz que “não entra em jogos políticos” após polémica das arribas
A autarca diz que “não entra em jogos políticos” e invoca o relatório do Exército Português, em plena polémica iniciada pela sua carta ao Governo e pelas versões divergentes de Vanessa Krause, Paulo Sabino e Paulo Edson Cunha.

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, partilhou esta noite no seu Facebook um excerto da entrevista que concedeu à SIC Notícias, deixando uma mensagem direta sobre a atuação do município e a polémica instalada nas últimas semanas em torno da instabilidade das arribas na Costa da Caparica e em São João da Caparica.
Na legenda do vídeo, a autarca afirma que a Câmara “tem atuado de forma contínua e preventiva”, garantindo que existe “um único objetivo: salvaguardar a vida das pessoas e proteger os seus bens”. Em tom político, acrescenta: “Não entro em jogos políticos.”
E reforça: “Os factos falam por si e o relatório do Exército é claro: a Câmara está a fazer o que deve ser feito, com responsabilidade e um claro compromisso com o bem comum.”
Carta ao Governo abriu uma crise política em Almada
A publicação surge numa altura em que o tema deixou de estar centrado apenas na operação de Proteção Civil e passou a dominar o confronto político local e nacional. A polémica ganhou dimensão após o Diário do Distrito ter noticiado a existência de uma carta enviada por Inês de Medeiros ao Governo de Luís Montenegro, na qual a presidente da Câmara manifestava “surpresa e total indignação” pela mobilização do Exército e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para a zona de São João da Caparica sem “qualquer comunicação ou articulação” com o município, apontando ainda para um alegado “tratamento discricionário” no concelho.
No mesmo ofício, a autarca defende que “nada do que está legalmente estipulado foi respeitado” no modo como a mobilização ocorreu e pede que os meios se mantenham mobilizados, mas com coordenação institucional com o Serviço Municipal de Proteção Civil.
PSD nega pedido da Junta e aponta deputados como autores dos contactos
Do lado do Partido Social Democrata, a presidente da Junta da Costa da Caparica, Vanessa Krause, negou ao Diário do Distrito ter acionado o Governo, afirmando que os contactos ao LNEC e ao Exército partiram dos deputados Paulo Edson Cunha e Teresa Morais, após insistentes pedidos de avaliação ao terreno. A mesma linha foi defendida pelo vereador social-democrata Paulo Sabino, que acusou o executivo municipal de “inércia” e intensificou a crítica política nas redes sociais.
Já Paulo Edson Cunha respondeu ao Diário do Distrito defendendo que atuou em contexto de urgência e por pedidos de ajuda de moradores, rejeitando favorecimentos partidários. Teresa Morais, por sua vez, respondeu ao jornal já ao final da noite para dizer que “não tenciono comentar este tema”, apesar de ser apontada como uma das deputadas envolvidas na visita e na sequência de contactos.
“Relatório do Exército é claro”
Ao invocar agora o relatório do Exército na sua publicação, Inês de Medeiros procura reforçar a sua tese central: a de que o município estava a atuar de forma adequada e responsável e que a controvérsia nasce de uma disputa política em torno de quem acionou meios e de como foi feita — ou não — a articulação institucional.
O Diário do Distrito continuará a acompanhar o caso e a solicitar, junto das várias entidades envolvidas, a cronologia detalhada de contactos, deslocações e decisões operacionais, por se tratar de matéria diretamente relacionada com a segurança de pessoas e bens no concelho.

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Na escola sempre havia malta como ela, atirava pedras e depois dizia que não tinha começado a batalha e que apenas queria a paz !!!!