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Inês de Medeiros desmente “tiroteio” na Escola Básica da Trafaria

Num comunicado publicado no Facebook, a presidente da Câmara de Almada confirma a “entrada não autorizada de três indivíduos” nas instalações — “situação grave” — mas assegura que a escola reabriu hoje “com total normalidade e em segurança”, apelando à responsabilidade para evitar “alarmismos desnecessários”.

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, veio esta quinta-feira, 22 de janeiro, esclarecer publicamente o incidente ocorrido na Escola Básica da Trafaria, garantindo que “a informação veiculada por alguns órgãos de comunicação social não corresponde à realidade” e que não houve “presença de armas” nem “um alegado tiroteio”.

Num comunicado publicado no Facebook, a autarca explica que, assim que a autarquia teve conhecimento de uma rixa na escola, contactou “de imediato” a direção do estabelecimento e a GNR, que “prontamente desmentiram” a versão de que teriam existido armas de fogo. O que se verificou, segundo Inês de Medeiros, foi “a entrada não autorizada de três indivíduos nas instalações da escola” — uma situação que classifica como “grave” —, mas sem qualquer confronto com recurso a armas de fogo.

A publicação surge depois de notícias que davam conta de pânico na escola e de relatos de “armas e tiros disparados para o ar”, embora a própria GNR não tenha encontrado ninguém armado quando chegou ao local, segundo noticiaram vários órgãos de comunicação social.

De acordo com a presidente da Câmara, por decisão preventiva, a escola encerrou durante a tarde de quarta-feira, tendo retomado esta quinta-feira “a sua atividade com total normalidade e em segurança”. A autarca sublinha ainda que “todo o processo foi resolvido com serenidade e cooperação” entre a direção da escola, a GNR e os serviços municipais.

No mesmo texto, Inês de Medeiros agradece “à comunidade a confiança” e deixa um apelo à “responsabilidade na partilha de informação”, pedindo que se evitem “alarmismos desnecessários”, num momento em que o caso ganhou grande projeção pública.

Já na parte mais política da mensagem, a autarca refere que, “face ao período eleitoral que vivemos”, o alarme terá sido “gerado e amplificado pelo ‘candidato do costume’”, acusando-o de não cumprir “a lei” nem “as regras mínimas de decência na verificação dos factos”, e rematando com a expressão popular: “quem semeia ventos, colhe tempestades”. Inês de Medeiros termina com uma pergunta retórica — “Será isto que queremos para todos nós — um mundo de mentira e medo?” — e esclarece que a publicação é feita na sua “página pessoal”, acrescentando que não será “imparcial” perante quem tenha “como único programa político a propagação do ódio”.


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