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Inês de Medeiros defende acordo PS–CDU como “garantia de estabilidade” para Almada

A autarca afirma que o entendimento foi possível porque “o contexto político mudou”, garantindo que PS contactou “todos exceto um” e defendendo que é preciso unir a esquerda para enfrentar quatro anos “muito importantes e difíceis”.

“É fundamental colocar os interesses dos almadenses à frente dos interesses partidários”, afirmou Inês de Medeiros ao jornal Almadense, explicando porque avançou para um entendimento com a CDU para governar o município no mandato 2025-2029.

A presidente da Câmara de Almada sublinhou que o acordo foi possível porque “o contexto político mudou muito nestes últimos anos” e porque PS e CDU conseguiram encontrar pontos de convergência: “Foi possível estarmos de acordo naquilo que nos aproxima, sabendo aquilo que nos distancia.” Segundo explicou ao Almadense, este entendimento resulta também de uma relação mais madura entre as duas forças políticas, após anos de confronto e diálogo institucional.

Inês de Medeiros reforçou que os próximos quatro anos serão decisivos, face ao fim do PRR e ao peso dos investimentos em curso: “Importa garantir a estabilidade e importa que as forças de esquerda de Almada sejam conscientes do momento que o país está a viver.” A autarca acrescentou ainda que “mais de 80% das questões nas autarquias não são ideológicas, são respostas que temos que dar às pessoas.”

Sobre o processo negocial, a presidente assegurou que o PS contactou “todos exceto um”, deixando claro que o partido Chega ficou fora de qualquer hipótese de entendimento: “Com quem considera que houve 50 anos de desperdício em democracia, o PS não tem nada em comum e não vale a pena falar.” Já relativamente ao PSD, confirmou ao Almadense que houve contactos formais, mas que “o PSD tinha quebrado o acordo no final do mandato anterior” e recusou negociar nesta fase.

O acordo implica ajustes na vereação, com redistribuição de pelouros e entrada da CDU no executivo, mas Inês de Medeiros destaca que o trabalho será coletivo: “A vereação terá de funcionar como uma equipa, independentemente das filiações partidárias.”

De acordo com o jornal Almadense, o entendimento formal entre PS e CDU foi assumido como uma solução de estabilidade governativa que, segundo a autarca, coloca Almada no centro das prioridades e pretende assegurar um mandato de continuidade e execução de projetos estruturantes.


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