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Igreja Católica não pretende gastar dinheiro na Jornada Mundial da Juventude, no entanto, conta com milhões em donativos

Não está nos planos da Igreja Católica destinar dinheiro para a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai ocorrer em Lisboa entre 01 e 06 de agosto. A organização e gestão do evento fica assim a cargo da Fundação Jornada Mundial da Juventude, que volta a trazer o Papa Francisco ao território nacional.

De acordo com a TSF, a fundação criada em 2019 com uma dotação inicial de 150 mil euros, provenientes do Patriarcado de Lisboa, deverá manter-se no fundo patrimonial da Fundação JMJ. Desde então que não entrou mais dinheiro na fundação e tudo aponta para que assim continue, estando delineado desde do início que é suposto que a JMJ seja um projeto “autofinanciado”.

Mesmo sem investimento próprio, a fundação tem visto os números da sua conta crescerem através de donativos. O Relatório e Contas de 2021 contava com 349 mil euros em donativos, fechando o ano com 842 mil euros. No entanto, só cerca de 100 mil euros é que foram gastos, sendo que 65 mil são para o pagamento de salários. Os documentos revelam ainda que para o ano transato de 2022, eram esperados cerca de “3 milhões de euros [em donativos e receitas] dos quais se conta gastar 2,9 milhões”.

Mesmo que esse valor não seja alcançado, no acordo de divisão e encargos assinados, foi determinado que o Governo e as Câmaras Municipais deverão assumir a maior parte das despesas. Já a Igreja Católica, fica com os encargos relacionados às decorações dos palcos, altares e recintos, e os “cenários dos eventos”.


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