
O IBERSOILL Living Lab, primeiro “laboratório vivo” transfronteiriço dedicado à regeneração de solos agrícolas na região raiana entre Portugal e Espanha, realizou o seu segundo workshop de co-criação, reunindo cerca de 45 participantes de ambos os lados da fronteira. A iniciativa colocou agricultores no centro do processo de inovação, promovendo um espaço colaborativo para discutir barreiras, oportunidades e soluções locais para melhorar a saúde do solo e a sustentabilidade das explorações agrícolas.
O encontro enquadra-se no projeto europeu LILAS4SOILS, financiado pelo programa Horizonte Europa, e tem como missão cocriar soluções agroecológicas ajustadas aos ecossistemas mediterrânicos. Entre os objetivos destacados estão o aumento do sequestro de carbono no solo, o reforço da biodiversidade e uma maior resiliência às alterações climáticas, através da adoção de práticas de agricultura regenerativa.
Agricultores e monitorização no terreno desde 2024
De acordo com o comunicado, o trabalho do IBERSOILL está em curso desde setembro de 2024, com uma equipa coordenada pelo Food4Sustainability e pelo ITACyL, que tem vindo a identificar e acompanhar agricultores pioneiros na aplicação de práticas ligadas à “agricultura de carbono” na Beira Baixa e em Castilla y León.
Nas visitas de campo, o living lab prevê monitorizar indicadores de saúde do solo como o teor de matéria orgânica, a biodiversidade microbiana e a eficiência na gestão de nutrientes — dados considerados essenciais para a construção de referências europeias sobre agricultura de carbono e serviços de ecossistema.
Do arranque em 2025 ao “passo decisivo” em 2026
O projeto tinha sido apresentado publicamente a 25 de fevereiro de 2025, em Ciudad Rodrigo, num evento que reuniu mais de 50 participantes e lançou a rede de interessados, centrada na partilha de experiências e na identificação de desafios. Um ano depois, o workshop realizado em Idanha-a-Nova procurou aprofundar esse envolvimento local, com sessões de co-criação dedicadas às barreiras e oportunidades na adoção de práticas sustentáveis de gestão do solo.
O programa incluiu ainda momentos de networking e palestras técnicas focadas no mercado voluntário de carbono em Portugal e em casos práticos de mercado de carbono no setor agrícola em contexto europeu. No final do encontro, os participantes destacaram a produtividade das sessões e a riqueza da troca de experiências
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