Hélder Sousa Silva pressiona União Europeia: Neurodivergentes e bolsas Erasmus+ em debate
O eurodeputado português Hélder Sousa Silva desafiou a Comissão Europeia sobre a inclusão de pessoas neurodivergentes e a revisão das bolsas Erasmus+, denunciando falhas no acesso à educação e ao mercado de trabalho.

A Comissão da Cultura e da Educação (CULT) do Parlamento Europeu foi palco de um debate aceso sobre a falta de inclusão das pessoas neurodivergentes e a desatualização das bolsas Erasmus+, duas questões levantadas pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva (PSD). Na reunião, o parlamentar questionou diretamente Roxana Mînzatu, Comissária Europeia da Educação e Cultura, sobre medidas concretas para garantir a inclusão de milhões de europeus que continuam a enfrentar barreiras na educação e no mercado de trabalho.
“Que medidas concretas pretende implementar para garantir que as pessoas neurodivergentes tenham acesso real a oportunidades no ensino, na formação profissional e no mercado de trabalho?” questionou Hélder Sousa Silva, sublinhando que, apesar das promessas de não deixar ninguém para trás na transição digital, as pessoas com autismo, défice de atenção, hiperatividade (PHDA) e dislexia continuam a ser esquecidas.
O eurodeputado alertou para que muitas escolas e programas de formação não estão adaptados a estas realidades, levando ao abandono escolar precoce. Além disso, o mercado de trabalho continua a falhar na integração plena destas pessoas, desperdiçando talentos valiosos devido à falta de apoios e adaptações. “Apesar dos fundos disponíveis e do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, a realidade é que estas pessoas permanecem afastadas do mercado de trabalho”, frisou.
Outro ponto crítico abordado por Hélder Sousa Silva foi a fórmula de cálculo das bolsas Erasmus+, que considera ultrapassada. O eurodeputado defendeu que o custo de vida dentro dos próprios países varia significativamente, tornando injusto o critério atual baseado em médias nacionais. Para garantir um apoio adequado aos estudantes, propôs que as bolsas de mobilidade sejam ajustadas segundo as diferenças regionais e não somente nacionais.
Em resposta, Roxana Mînzatu reconheceu haver ainda um longo caminho a percorrer, admitindo que a inclusão de neurodivergentes nas escolas e no mercado de trabalho é um desafio prioritário. Quanto à revisão das bolsas Erasmus+, garantiu que a Comissão Europeia recolhe dados e a fórmula de atribuição das bolsas será analisada para incluir diferenças regionais.
Com estas questões em cima da mesa, Hélder Sousa Silva reforça a pressão sobre a União Europeia para garantir um ensino verdadeiramente inclusivo e uma mobilidade académica mais justa para todos os estudantes europeus.
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