Há 417 novas habitações acessíveis a caminho das Olaias
Mudança significativa no plano habitacional de Lisboa pelas mãos de Carlos Moedas.
O executivo liderado por Carlos Moedas avançou com uma reformulação profunda do projeto de habitação a custos controlados previsto para a zona das Olaias, em Lisboa. A nova proposta reduz significativamente a dimensão habitacional inicialmente projetada pelo anterior executivo de Fernando Medina, passando de 748 para 417 habitações.
O empreendimento será desenvolvido num terreno com cerca de seis hectares, dividido em cinco lotes de construção, e ficará sob a responsabilidade do Grupo de Trabalho do Programa de Rendas Acessíveis, em articulação com a Lisboa Ocidental SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.
A redução do número de fogos surge acompanhada por uma reconfiguração urbanística mais ampla, que pretende reforçar a integração da área na malha urbana envolvente e melhorar a qualidade de vida dos futuros residentes.
Entre as novidades previstas está a construção de uma passarela pedonal e ciclável, destinada a ligar os bairros da Picheleira, Alto de São João e Lavrado. A infraestrutura pretende facilitar a mobilidade suave entre estas zonas da cidade e reforçar a ligação entre comunidades historicamente próximas.
O novo plano contempla ainda a criação de vários equipamentos e serviços de proximidade, incluindo uma biblioteca, uma creche, novos espaços verdes, um skate park, áreas comerciais e novos arruamentos. Segundo a autarquia, estas intervenções procuram criar um bairro mais funcional, acessível e integrado no território.
Uma das alterações mais significativas prende-se com o modelo de gestão do projeto. Ao contrário da proposta apresentada durante o mandato de Fernando Medina, que previa uma participação relevante de promotores privados, a atual solução aposta numa gestão integralmente pública.
Com esta opção, a Câmara Municipal de Lisboa pretende assumir diretamente a condução do empreendimento, reduzindo a dependência de entidades privadas e reforçando o controlo municipal sobre a execução do projeto e a disponibilização de habitação acessível.
A reformulação agora apresentada surge num momento em que a habitação continua a ser um dos principais desafios da capital, mantendo-se elevada a procura por soluções de arrendamento a preços compatíveis com os rendimentos das famílias.
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