Guerra acelera retirada de 500 portugueses
Portugal já retirou cerca de 500 cidadãos portugueses do Médio Oriente desde o agravamento da tensão militar na região. Entre os casos mais delicados está o de 73 portugueses que permaneciam num cruzeiro no Dubai, que começaram agora a abandonar o território após vários dias de espera.
Portugal já conseguiu retirar aproximadamente 500 portugueses que se encontravam no Médio Oriente, numa operação marcada pela instabilidade provocada pelos recentes ataques na região e pela escalada militar entre vários intervenientes internacionais.
A retirada tem sido realizada sobretudo mediante voos comerciais e de soluções articuladas com ligações excecionais organizadas por outros países, numa estratégia que garantirá saídas seguras para cidadãos portugueses que se encontravam em diferentes pontos do Golfo.
Entre as situações que geraram mais preocupação está a de 73 portugueses que estavam a bordo de um cruzeiro no Dubai. O grupo permaneceu retido no navio durante cerca de uma semana, numa fase onde as ligações aéreas e as condições de segurança levantavam dúvidas sobre a possibilidade de saída imediata do território.
Os passageiros começaram agora a deixar o Dubai em voos comerciais organizados pela própria companhia de navegação, num processo acompanhado pelas autoridades portuguesas.
Durante os dias de espera surgiram relatos de inquietação entre alguns dos passageiros, que referiram dificuldades de contacto direto com as autoridades portuguesas após terem manifestado intenção de regressar ao país. Apesar dessas queixas, o Governo garante que houve acompanhamento diplomático no terreno e contactos com os portugueses que se encontravam a bordo do navio.
Segundo o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, representantes diplomáticos portugueses deslocaram-se ao cruzeiro e mantiveram contacto com parte significativa dos cidadãos nacionais ali presentes, numa operação que, devido à dimensão do navio e ao número de passageiros, não permitiu um contacto individual com todos.
O governante sublinhou ainda que as orientações para o regresso foram transmitidas ao grupo, tendo vários passageiros optado por utilizar as soluções de transporte disponibilizadas pela companhia de cruzeiros.
Entretanto, o aeroporto do Dubai retomou as suas operações após uma breve suspensão ocorrida durante a manhã, situação que permitiu retomar gradualmente as ligações aéreas e facilitar a saída de vários viajantes estrangeiros, incluindo cidadãos portugueses.
A operação de retirada ocorre num contexto de forte tensão no Médio Oriente, após vários dias de confrontos e ataques que atingiram infraestruturas estratégicas na região e elevaram o nível de alerta internacional.
As autoridades portuguesas continuam a acompanhar a evolução da situação e a avaliar eventuais necessidades adicionais de apoio consular para cidadãos que ainda possam encontrar-se na região.
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