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Gripe das aves: vírus atinge mais de 60 espécies de mamíferos em todo o mundo, incluindo cães e gatos

A gripe das aves, recentemente identificada em Sintra, afetou mais de 60 espécies de mamíferos em oito anos, incluindo cães, gatos, leões e golfinhos, alertando para o impacto global da doença.

Desde 2016, o vírus da gripe das aves tem causado infeções em mais de 60 espécies de mamíferos, espalhando-se por países de todos os continentes, revelou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Entre os mamíferos afetados estão animais domésticos, como cães e gatos, e espécies selvagens, como leões, ursos e golfinhos. O mais recente foco foi detetado numa exploração de galinhas poedeiras em Sintra, Portugal, onde foram implementadas medidas de controlo rigorosas para conter o vírus.

Segundo a DGAV, a transmissão para mamíferos ocorre geralmente através da ingestão de aves infetadas ou da exposição a ambientes contaminados. Em animais de companhia, os casos estão associados ao contacto com aves domésticas doentes, embora alguns não apresentem sintomas visíveis.

Entre 2016 e 2024, foram registados casos em países como EUA, Japão, Finlândia, Brasil e Rússia, envolvendo espécies como o gato, o cão, o porco e até mamíferos marinhos, incluindo a foca-comum e o golfinho-comum. A situação tem gerado preocupação entre especialistas devido ao potencial de mutação do vírus.

Na Europa, entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, mais de 840 focos de gripe aviária foram identificados, principalmente na Hungria e Itália. Em Portugal, foram comunicados quatro focos, sendo um deles em aves de capoeira. A Direção-Geral da Saúde (DGS) garantiu que, até ao momento, não foram registados casos humanos relacionados com o vírus H5N1.

Embora rara, a transmissão para humanos pode resultar em quadros graves, ocorrendo geralmente por contacto direto com aves infetadas ou superfícies contaminadas. Em resposta à deteção do surto em Sintra, Macau e Hong Kong proibiram a importação de frango oriundo de Lisboa, reforçando as medidas de precaução.

Especialistas continuam a monitorizar a situação de perto, sublinhando que o consumo de carne de aves não representa risco de transmissão do vírus, desde que os alimentos sejam adequadamente preparados.


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