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Greve na justiça adia leitura de sentença do homicídio do jovem do Centro Tabor

A nova data para a leitura da sentença do caso que chocou a região de Setúbal pelo homicídio de Lucas Miranda não foi divulgada.

A leitura da sentença dos arguidos Leandro Vultos e Ricardo Cochicho, que mataram o jovem de 15 anos do Centro de Tabor, ficou adiada devido à greve dos funcionários judiciais.

A audiência de julgamento, marcada para esta quarta, foi adiada devido à greve.

Pedro Godinho, presidente do coletivo de juízes, disse à imprensa local que ficou surpreendido com a greve que os defensores dos dois arguidos informaram sobre o incidente que impossibilitou a leitura de sentença.

A nova leitura da sentença ainda não tem data definida, uma vez que haverá mais avisos prévios de greve e também se aproximam as férias judiciais.

No entanto, o Ministério Público já formalizou a acusação contra Leandro Vultos e Ricardo Cochicho. Nas suas alegações finais, o Ministério Público sustentou que os fatos que comprovam a participação dos dois rapazes na morte de Lucas Miranda estão demonstrados. Leandro Vultos é acusado pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e ameaça agravada, sendo este último crime já julgado e cumprido.

O outro arguido [Ricardo Cochicho] é cúmplice de homicídio qualificado e co-autor de um crime de profanação de cadáver.

No dia 10 de maio, os dois rapazes confessaram os seus atos no Tribunal do homicídio do colega, que se encontrava institucionalizado na mesma instituição dos dois acusados pelo crime.

Leandro Vultos confessou aos juízes como teria matado Lucas Miranda, afirmando ter asfixiado-o até a morte. Ricardo Cochicho também disse que auxiliou na simulação de um suicídio, num acordo entre os três rapazes, o qual, segundo ele, teria sido solicitado pela vítima.

Os dois arguidos ao tribunal de júri admitem que o crime foi pedido por Lucas Miranda, que pediu que o matassem semanas após semanas. Ricardo Cochicho não conseguiu conter as lágrimas quando foi confrontado com imagens do crime e recolhidas pelas autoridades judiciárias.


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