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Greve geral deve parar transportes, escolas e serviços em Almada

Antes de sair de casa, informe-se: descubra como a greve pode afetar o seu dia e prepare-se para um concelho meio parado.

Almada prepara-se para um dia de fortes perturbações devido à greve geral desta quinta-feira, 11 de dezembro, convocada pela CGTP e pela UGT em protesto contra o novo pacote laboral apresentado pelo Governo. É a primeira vez em 12 anos que as duas maiores centrais sindicais convocam em conjunto uma paralisação desta dimensão, prevendo-se impacto significativo nos transportes, na saúde, na educação e em vários serviços municipais, segundo informação compilada pela imprensa local.

Transportes com oferta reduzida

No transporte fluvial no Tejo, a Transtejo vai assegurar apenas serviços mínimos nas horas de ponta. Estão previstas carreiras reduzidas, correspondentes a cerca de 25% da oferta habitual, entre as 6h00 e as 9h30 da manhã e entre as 18h30 e as 20h00, ficando o restante período do dia com uma operação muito limitada.

Na Fertagus, o Conselho Económico e Social determinou igualmente a realização de cerca de 25% da circulação. A empresa esclarece que esta operação mínima serve para cumprir as obrigações legais e, tanto quanto possível, garantir a continuidade de serviços essenciais durante a paralisação, remetendo os utentes para a consulta dos horários específicos divulgados nos seus canais oficiais.

No Metro Sul do Tejo não foram decretados serviços mínimos, mas a concessionária prevê manter em circulação aproximadamente um quarto dos serviços habituais ao longo de todo o dia 11, o que se deverá traduzir em maiores intervalos entre composições e lotação acrescida.

Já na Carris Metropolitana, que assegura o serviço rodoviário no concelho, não há níveis mínimos definidos. A operadora admite que possam ocorrer perturbações significativas, com supressões de carreiras e atrasos, embora sem avançar uma estimativa de impacto.

Urgências e tratamentos inadiáveis garantidos

Na área da saúde, o Tribunal Arbitral definiu um conjunto alargado de serviços mínimos para hospitais e unidades de saúde. Mantêm-se em funcionamento as urgências, o INEM, os blocos operatórios de urgência e tratamentos considerados inadiáveis, como hemodiálise, quimioterapia, radioterapia e medicina nuclear.

Ficam ainda assegurados os serviços complementares indispensáveis, incluindo o fornecimento de medicamentos, exames de diagnóstico, colheitas e esterilização, bem como os cuidados paliativos e oncológicos. Em síntese, todos os serviços classificados como essenciais ou impossíveis de adiar deverão permanecer ativos, apesar da greve.

Escolas podem não abrir

No setor da educação, os dois principais sindicatos de professores, FENPROF (ligado à CGTP) e SINDEP (afetos à UGT), aderiram à greve. Em Almada, muitos alunos deverão ficar sem aulas esta quinta-feira e há estabelecimentos de ensino que poderão nem chegar a abrir portas, dependendo da adesão dos docentes e de outros trabalhadores das escolas.

A situação pode prolongar-se para sexta-feira, uma vez que os sindicatos da Função Pública apelam à continuação da paralisação nesse dia, o que poderá manter vários estabelecimentos a funcionar de forma muito condicionada ou mesmo encerrados durante dois dias consecutivos.

Serviços municipais condicionados

Também alguns serviços da Câmara Municipal de Almada poderão estar condicionados ao longo do dia, nomeadamente o atendimento ao público, a recolha de resíduos e outras operações não urgentes.

Para evitar a acumulação de lixo na via pública, a autarquia recomenda que, nas zonas com recolha porta-a-porta, os munícipes mantenham o contentor em casa caso este não seja esvaziado no dia habitual, aguardando pela próxima ronda de recolha. A Câmara pede ainda que não sejam deixados resíduos indiferenciados ou volumosos junto aos contentores e que os ecopontos apenas sejam utilizados quando houver capacidade disponível para papel, plástico, metal e vidro.


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