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Greve aquece Izidoro e pára Monte D’Alva

Os trabalhadores da Monte D’Alva, grupo detentor da marca Izidoro, avançam para uma greve de 24 horas a 17 de fevereiro, exigindo aumentos salariais e a reposição de direitos laborais.

A tensão laboral volta a marcar o setor alimentar. Os trabalhadores da Monte D’Alva, empresa que detém a histórica marca Izidoro, decidiram avançar para uma greve no próximo dia 17 de fevereiro, numa paralisação de 24 horas, entre as 00:00 e as 24:00, que abrangerá a totalidade dos trabalhadores da empresa.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Setores Alimentar, Bebidas, Agricultura, Aquicultura, Pesca e Serviços Relacionados, que aponta a falta de resposta da administração às principais reivindicações dos trabalhadores como motivo central da contestação.

Entre as exigências está o aumento dos salários, com a fixação do salário mínimo nos 1.000 euros, com efeitos retroativos a 1 de janeiro, bem como a reposição do feriado de Carnaval, a negociação da contratação coletiva ou de um acordo de empresa e a atualização do subsídio de refeição para oito euros diários.

O caderno reivindicativo inclui ainda a atribuição e atualização das diuturnidades, o direito a 25 dias de férias, a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais e o direito ao gozo do dia de aniversário do trabalhador ou dos filhos até aos 12 anos. Os trabalhadores exigem também melhores condições de trabalho e o fim de situações que consideram de discriminação e conflito laboral.

O sindicato manifesta igualmente oposição ao recurso a processos disciplinares que possam ser utilizados como forma indireta de despedimento sem custos para a empresa.

No mesmo dia da greve está prevista uma concentração de trabalhadores, a partir das 09:30, junto às instalações da Izidoro, no Montijo, no distrito de Setúbal, numa iniciativa que pretende dar visibilidade pública às reivindicações.

Apesar da paralisação anunciada, a estrutura sindical garante manter total disponibilidade para o diálogo, sublinhando que a greve surge como último recurso perante a ausência de avanços nas negociações.

Além da Izidoro, a Monte D’Alva é também detentora da marca de presunto DaMatta, estando o conflito laboral a gerar expectativa e preocupação no setor alimentar.


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