Grândola: Utentes de Saúde em protesto exigem reabertura do SAP 24 horas

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Grândola promove esta quarta-feira, 24 de junho, uma concentração junto ao Centro de Saúde de Grândola, numa ação de protesto contra o que considera ser uma crescente degradação dos serviços de saúde no concelho.
A manifestação está agendada para as 18h30 e pretende mobilizar a população em defesa do acesso aos cuidados de saúde, exigindo ao Governo e ao Ministério da Saúde soluções imediatas para os problemas que afetam milhares de utentes da região.
Entre as principais reivindicações está a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) em regime de funcionamento 24 horas, uma exigência que a população local mantém há mais de uma década e meia.
Segundo a Comissão, a recente decisão de encerrar o horário noturno que ainda permanecia em funcionamento, até às 22h00, agravou significativamente o acesso aos cuidados médicos de proximidade.
A situação é igualmente preocupante noutras localidades do concelho, como na Extensão de Saúde de Melides que viu a sua actividade reduzida para apenas um dia por semana, enquanto o posto médico de Canal Caveira encerrou portas, obrigando os residentes a deslocarem-se até Grândola para receber assistência médica.
Muitos utentes são encaminhados para as urgências do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, uma deslocação que pode ultrapassar os 40 quilómetros, criando dificuldades acrescidas, sobretudo para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A Comissão denuncia ainda os constrangimentos existentes na rede hospitalar da região, uma vez que sempre que o Hospital do Litoral Alentejano não dispõe de capacidade ou das especialidades necessárias, os doentes são reencaminhados para unidades hospitalares mais distantes, como o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, o Hospital do Barreiro ou hospitais da área metropolitana de Lisboa.
Entre os exemplos apontados estão as dificuldades enfrentadas por mulheres grávidas, obrigadas a deslocações para fora da região devido à inexistência de maternidade no Hospital do Litoral Alentejano, bem como a necessidade de recorrer a unidades de saúde distantes para a realização de exames especializados, como ressonâncias magnéticas.
Com esta iniciativa, a Comissão de Utentes pretende alertar as entidades competentes para o impacto da redução dos serviços de saúde na qualidade de vida da população e reforçar a exigência de investimentos que garantam cuidados de saúde acessíveis e de proximidade para todos os habitantes do concelho de Grândola.
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