Governo lança guia de boas práticas para jornalistas na cobertura de incêndios rurais
O Governo apresentou um Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Incêndios Rurais e disponibilizou uma lista de contactos diretos dos comandos regionais e sub-regionais de Proteção Civil, com o objetivo de reforçar o rigor da informação e facilitar o acesso dos jornalistas a fontes oficiais durante a época crítica de incêndios.

O Governo lançou um Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística de Incêndios Rurais, coincidindo com o arranque da fase Delta do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), numa iniciativa que pretende reforçar a qualidade da informação prestada ao público durante a época de maior risco de incêndios.
Elaborado com o contributo da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), da GNR e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o documento sublinha que “informar também é proteger”, defendendo que o rigor da informação desempenha um papel determinante na segurança das populações, no combate à desinformação e no reforço da confiança nas instituições.
O guia deixa várias recomendações aos profissionais da comunicação social, começando pela segurança no terreno. Entre elas, destaca-se o respeito pelos perímetros de segurança definidos pelas autoridades, a proibição de entrar em zonas interditas ou evacuadas, a utilização de equipamento de proteção adequado e a necessidade de manter sempre identificada uma via de retirada em caso de alteração das condições do incêndio.
Ao nível da informação, o documento recomenda que os jornalistas privilegiem sempre fontes oficiais para validar dados operacionais, recorram aos momentos de comunicação definidos pela Proteção Civil, evitem divulgar causas ou suspeitos sem confirmação oficial e utilizem terminologia técnica correta. O guia aconselha ainda a atualização permanente das notícias sempre que existam novas informações comunicadas pelas autoridades.
Relativamente ao uso de imagens, é sugerido que se evite a repetição contínua de imagens de grandes frentes de fogo, a utilização de imagens de arquivo sem identificação e a captação de imagens que possam comprometer a segurança ou a eficácia das operações de socorro. Paralelamente, incentiva os órgãos de comunicação social a promoverem uma cultura de prevenção, divulgando recomendações de autoproteção, esclarecendo dúvidas frequentes e sensibilizando para comportamentos de risco.
O documento inclui ainda um glossário com os principais conceitos utilizados nas operações de combate aos incêndios rurais, explicando termos como ataque inicial, ataque ampliado, rescaldo, reativação, frente de fogo ou teatro de operações. O guia alerta igualmente para a utilização da terminologia operacional correta, recomendando, por exemplo, o uso das expressões “incêndio dominado”, “incêndio extinto” e “operações de rescaldo”, em detrimento de designações como “fogo controlado” ou “fogo apagado”, salvo quando oficialmente confirmadas pelas autoridades.
Em complemento ao guia, foi também disponibilizada uma lista atualizada de contactos dos comandos regionais e sub-regionais de Emergência e Proteção Civil, abrangendo todo o território nacional. A iniciativa pretende facilitar o contacto direto entre jornalistas e responsáveis operacionais, permitindo um acesso mais rápido a informação oficial, atualizada e rigorosa durante situações de emergência. O documento inclui os contactos dos comandos das regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, bem como dos respetivos comandos sub-regionais.
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