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Governo aprova pacote de apoios para famílias e empresas afetadas pelos incêndios

O Conselho de Ministros aprovou um conjunto de medidas de apoio excecionais para responder aos prejuízos provocados pelos incêndios rurais em várias regiões do país.

Reunido em Viseu no dia 21 de agosto de 2025, o Conselho de Ministros analisou a situação dos grandes incêndios que devastaram diferentes zonas do país e aprovou um Decreto-Lei com medidas de mitigação e apoio imediato às populações e setores afetados.

Entre as respostas definidas, destacam-se os apoios financeiros diretos às pessoas que perderam rendimentos ou bens essenciais, a isenção de taxas moderadoras nas urgências para doentes não referenciados, a distribuição gratuita de medicamentos pelas unidades de saúde do SNS e o apoio psicossocial às populações atingidas. Também foi criado um regime de emergência para garantir o fornecimento de bens de primeira necessidade.

Na área da habitação, o diploma prevê apoios à reconstrução de casas destruídas ou danificadas, a possibilidade de realojamento temporário para famílias que perderam as habitações e a comparticipação em obras urgentes para assegurar condições mínimas de habitabilidade.

No setor económico, serão lançadas linhas de crédito e incentivos à retoma da produção, bem como compensações por perdas de rendimento e interrupção de atividade em empresas afetadas pelos incêndios. O setor agrícola terá apoios para a reposição de efetivos pecuários, indemnizações pela perda de culturas agrícolas e medidas para estabilização de solos e recuperação de explorações.

Ao nível do ambiente e das florestas, estão previstas ações de estabilização urgente nas áreas ardidas para evitar erosão, cheias e deslizamentos, bem como apoios à reflorestação com espécies mais resistentes ao fogo e reforço do ordenamento florestal. Já nas infraestruturas públicas, o Estado financiará a recuperação de estradas, pontes, redes de energia, escolas, centros de saúde e outros equipamentos coletivos, mediante um regime excecional de contratação pública que assegure celeridade sem comprometer a transparência.

O Governo aprovou ainda a criação do plano Floresta 2050 — Futuro + Verde, com um investimento médio anual de 246 milhões de euros até 2050, destinado a reforçar a prevenção e a valorização económica da floresta. O programa inclui medidas como o apoio direto à gestão florestal, reforço da investigação de crimes de incêndio, promoção do pastoreio extensivo para reduzir carga combustível e renovação do equipamento das equipas de sapadores florestais.

Foi igualmente aprovada uma Proposta de Lei com medidas complementares de caráter excecional, que prevê a isenção temporária de IVA em produtos para alimentação de gado nas zonas afetadas, a dispensa de autorizações legais para acelerar auxílios financeiros e contratos com autarquias e a classificação como urgência imperiosa dos contratos de recuperação, dispensando o visto prévio do Tribunal de Contas.

Segundo o Executivo, estas medidas aplicam-se a todas as freguesias identificadas como afetadas pelos incêndios desde 26 de julho de 2025, garantindo que os apoios cheguem de forma rápida e eficaz às populações, empresas e autarquias.


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