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Governo aposta forte em Palmela com pacote de investimentos para mudar o concelho e todo o distrito de Setúbal

Miguel Pinto Luz apresentou em Palmela os principais investimentos do Governo para o distrito de Setúbal, com impacto direto no concelho. O ministro garante que a região “vai deixar de ser esquecida” e que Palmela pode tornar-se uma nova centralidade no mapa do país.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, garantiu esta quarta-feira, 25 de junho, que Palmela vai finalmente beneficiar de uma vaga de investimentos públicos com impacto direto e indireto na qualidade de vida das populações, na economia e na mobilidade. Durante a apresentação da candidatura de Roberto Cortegano à Câmara Municipal pela Aliança Democrática (PSD/CDS-PP), o ministro apresentou um plano de obras estruturantes que, segundo disse, “vão tirar Palmela do esquecimento e colocá-la no centro da transformação da margem sul”.

Miguel Pinto Luz começou por destacar o novo aeroporto de Lisboa, com epicentro na zona de Alcochete, como o grande catalisador do desenvolvimento. O investimento, superior a 8 mil milhões de euros, vai gerar emprego, atrair empresas e valorizar todo o território, especialmente Palmela, que é já o segundo concelho mais exportador do país. O ministro sublinhou que este projeto “não é uma ideia futura, é uma realidade orçamentada, decidida, e com impacto direto para a região”.

Outro investimento de grande escala mencionado foi a terceira travessia do Tejo, mediante um túnel entre Trafaria e Algés e a terceira travessia que permitirá uma nova ligação ferroviária entre as duas margens, Barreiro e Chelas. “Estamos a falar de um projeto que vai revolucionar a mobilidade da margem sul e dar resposta a décadas de atraso em acessibilidades”, afirmou Pinto Luz, acrescentando que Palmela será um dos concelhos mais beneficiados com a nova rede de transportes.

A ligação da A13 ao IP3, com extensão até Coimbra e Santarém, bem como a requalificação das ligações entre Alcochete e Trafaria através do metro à superfície, fazem parte do plano rodoviário que o ministro considerou fundamental para o escoamento de bens, a circulação dos trabalhadores e a ligação entre os polos industriais do distrito. Sublinhou ainda a urgência de resolver os congestionamentos nas estradas nacionais 252 e 379, identificadas como “pontos negros da circulação no concelho de Palmela”.

No que diz respeito à ferrovia, Miguel Pinto Luz reconheceu a necessidade de reabilitar e potenciar a estação ferroviária de Palmela, que, segundo afirmou, se encontra atualmente “subaproveitada e desarticulada”. Para o governante, a integração plena desta infraestrutura na nova rede ferroviária nacional “é uma das prioridades do Governo”.

O ministro apontou também o investimento previsto no Porto de Setúbal, com a ampliação do terminal de contentores e a criação de novas zonas logísticas, como uma oportunidade direta para as empresas sediadas em Palmela. “Estamos a falar de um dos maiores hubs industriais do país, que precisa de ser reforçado com ligações logísticas modernas. Palmela, pela sua posição e capacidade exportadora, está no centro desta equação”, reforçou.

Entre os investimentos destacados estiveram ainda os projetos de habitação acessível, nomeadamente o novo Parque da Cidade no Estuário do Tejo, que Pinto Luz comparou ao Parque das Nações, sublinhando que terá um efeito urbanístico e social de grande escala em toda a região. Também na saúde e na educação, o governante anunciou reforço de verbas para infraestruturas e serviços de proximidade, com novas escolas, centros de saúde e meios para as forças de segurança.

Miguel Pinto Luz lançou um desafio direto à população de Palmela: “Agora falta uma autarquia capaz de aproveitar esta janela histórica. Palmela não pode continuar a desperdiçar oportunidades por ter uma liderança que não acredita na mudança ou que não tem força política para a concretizar.”

Apontando o dedo à gestão comunista das últimas décadas, o ministro referiu que “Palmela tem dado muito ao país e recebido muito pouco em troca”, considerando que a justiça territorial “não se faz com discursos ideológicos, mas com investimento e ação concreta”. Para Miguel Pinto Luz, a candidatura de Roberto Cortegano à Câmara representa a hipótese de alinhar a vontade local com o impulso nacional. “É uma oportunidade que Palmela não pode desperdiçar”, concluiu.


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