
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apelou à população para que adote comportamentos de autoproteção face ao mau tempo que tem afetado Portugal continental, com equipas a acompanhar permanentemente a evolução da situação.
Num comunicado, a GNR alertou para os riscos associados às condições meteorológicas adversas e às ações de recuperação em curso, recomendando à população que salvaguarde a sua segurança e a dos seus familiares. A força policial pede que sejam seguidas as indicações das autoridades e dos serviços de proteção civil, evitando a aproximação a árvores instáveis, estruturas danificadas, cabos elétricos caídos ou zonas sinalizadas como perigosas.
A GNR aconselha ainda a retirada de bens materiais e animais, sempre que possível e em segurança, de zonas suscetíveis a inundações ou cheias. Enfatiza os cuidados reforçados durante trabalhos em altura, como subidas a telhados, e o uso seguro de lareiras, salamandras e outros sistemas de aquecimento. Deve garantir-se ventilação adequada, limpeza das chaminés e a extinção total das brasas antes de dormir.
O uso de geradores deve limitar-se ao exterior das habitações, longe de portas e janelas, para prevenir a acumulação de gases tóxicos. A GNR alerta para a necessidade dos utilizadores estarem atentos a sinais de intoxicação por monóxido de carbono, recomendando abandonar imediatamente o local e contactar o 112 caso ocorram sintomas.
É ainda recomendada uma vigilância acrescida às habitações, sobretudo às temporariamente desocupadas, e a comunicação imediata de situações suspeitas às forças de segurança.
A GNR afirmou que continuará empenhada em acompanhar a situação, mantendo-se próxima das populações e disponível para prestar apoio, reforçando o compromisso com a segurança, proteção e bem-estar de todos. O comunicado aponta ainda a articulação com as entidades do sistema de proteção civil.
A depressão Kristin causou a passagem pelo território continental, nomeadamente pela região de Leiria, onde resultou em pelo menos seis mortos, incluindo uma vítima mortal no concelho da Marinha Grande, e vários feridos e desalojados. No sábado, dois homens morreram ao caírem de telhados que reparavam, um na Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono proveniente de um gerador.
O mau tempo provocou quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, com destaque para linhas ferroviárias, além do fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações. Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém registam os maiores estragos.
Face aos danos causados pela tempestade Kristin e ao risco extremo de cheias nos próximos dias, o Governo alargou a situação de calamidade a mais nove concelhos – Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga – prolongando a sua vigência até 8 de fevereiro, para além dos 60 municípios já abrangidos.
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