Gerador dentro de casa deixa nove intoxicados em Alcobaça
Uma intoxicação por monóxido de carbono provocada por um gerador colocado no interior de uma habitação afetou nove pessoas, cinco em estado grave, na localidade de Fervença, concelho de Alcobaça, na noite de sábado.
Uma situação de elevado risco mobilizou vários meios de socorro na noite de sábado, em Fervença, no concelho de Alcobaça, após nove pessoas terem sofrido uma intoxicação por monóxido de carbono, causada por um gerador em funcionamento numa habitação.
Segundo confirmou à agência lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, Leandro Domingos, o alerta foi dado já durante a noite, tendo sido identificado um cenário de intoxicação grave por monóxido de carbono, um gás altamente tóxico e potencialmente fatal.
Do total de vítimas, cinco apresentavam um quadro clínico considerado grave. As idades situam-se entre os 22 e os 65 anos. Todos os afetados foram assistidos no local e posteriormente transportados para as unidades hospitalares de Alcobaça e Leiria.
Para o local foram mobilizados meios dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça e da Nazaré, bem como equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica, numa operação que decorreu durante várias horas.
Na sequência deste episódio, o Comando Territorial de Leiria da GNR deixou um alerta público nas redes sociais, sublinhando que, com o aumento do frio e as falhas de energia, muitas famílias recorrem a lareiras, braseiros ou geradores, equipamentos que podem libertar monóxido de carbono, um gás sem cheiro, cor ou sabor, mas com consequências potencialmente fatais.
A GNR reforça que, no caso de lareiras e braseiros, a ventilação adequada é essencial, recomendando que seja mantida sempre uma fresta aberta numa janela. A limpeza regular das chaminés é igualmente apontada como fundamental, uma vez que uma chaminé obstruída pode fazer recuar os gases tóxicos para o interior da habitação.
Quais as precauções que devemos ter:
Relativamente aos geradores, as autoridades são claras: devem ser sempre utilizados no exterior, nunca dentro de casas, garagens ou anexos, mesmo com portas ou janelas abertas. O escape do equipamento deve manter uma distância mínima de seis metros de qualquer entrada de ar da habitação, garantindo que os fumos não são direcionados para o interior.
As autoridades recordam ainda que dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita são sinais de alerta de intoxicação. Perante estes sintomas, a recomendação é sair imediatamente para o exterior e contactar o 112.
Se tiver sugestões ou notícias para partilhar com o Diário do Distrito, pode enviá-las para o endereço de email geral@diariodistrito.pt
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito






