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Gás natural na Europa dispara para valores recorde com conflito no Médio Oriente

Preço dispara mais de 90 % desde o início da guerra e pressiona mercados europeus.

Aumento acentua tensão nos mercados energéticos europeus

O preço do gás natural na Europa registou uma subida acentuada esta segunda‑feira, atingindo cerca de 69 euros por megawatt‑hora (MWh) no mercado de referência TTF nos Países Baixos. Este é um valor que representa um aumento superior a 90 % em relação aos níveis observados antes do conflito atual.

A escalada nos mercados energéticos está, pois, diretamente ligada ao prolongamento da guerra no Médio Oriente e à perspetiva de perturbações prolongadas no fornecimento de GNL (gás natural liquefeito) e outras fontes de energia.

Preços do gás natural sobem com conflito no Médio Oriente

De facto, o aumento do preço do gás natural deve‑se sobretudo às perturbações no fornecimento de energia ligadas ao conflito no Médio Oriente, que tem afetado o trânsito de navios e os envios de gás através de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Desde a sexta‑feira passada, os preços já tinham mostrado movimentos ascendentes, refletindo o impacto contínuo das tensões geopolíticas sobre os mercados europeus de energia.

O conflito prolongado levou ao encerramento forçado ou à redução significativa da produção de GNL em algumas regiões, incluindo instalações importantes no Qatar, um dos maiores exportadores mundiais. Esta situação reduziu a disponibilidade de carregamentos de gás natural liquefeito para a Europa e para outras regiões, intensificando a competição pelos meios de fornecimento existentes. Como consequência, as cotações do gás dispararam mais de 30 % só no arranque desta sessão de negociação.

Impacto económico e nos consumidores

Os aumentos nos preços do gás influenciam diretamente o custo de produção de eletricidade em mercados que ainda dependem significativamente deste combustível para gerar energia. Isso tende, aliás, a refletir‑se nas faturas de eletricidade dos consumidores e pode contribuir para pressões inflacionistas mais amplas nos mercados europeus.

Ademais, analistas económicos sublinham que, mesmo com níveis de preços abaixo dos máximos históricos observados em 2022, a atual sequência de aumentos representa um desafio para empresas e famílias que já enfrentam custos elevados de energia.

Os mercados energéticos permanecem sensíveis às evoluções do conflito e às decisões sobre produção e exportação de energia. A possibilidade de mais interrupções no fornecimento global de gás e petróleo continua a ser um fator de risco para os preços no curto e médio prazo, reforçando a necessidade de diversificação de fontes e de estratégias para aumentar a resiliência energética na Europa.


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