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Garcia de Orta falha nove turnos noturnos da VMER

INEM reforça Margem Sul com SIV, mas não substitui equipa médica: a contingência passa por uma viatura com enfermeiro e técnico de emergência, enquanto a ULS Almada-Seixal admite dificuldades em preencher escalas e o INEM avalia tornar o reforço permanente.

Almada volta a enfrentar constrangimentos na emergência pré-hospitalar. O Hospital Garcia de Orta (HGO) não tem equipas para assegurar nove turnos noturnos da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) ao longo deste mês, criando lacunas na resposta aos casos mais graves acionados através do INEM, segundo informação avançada pelo Expresso e reproduzida pela agência Lusa.

A primeira interrupção acontece já na noite de terça-feira para quarta-feira (13 para 14 de janeiro), entre as 23h00 e as 08h00, período em que a VMER sediada no HGO não estará operacional.

INEM admite falha e aponta cobertura por Setúbal e Barreiro

O presidente do INEM, Luís Cabral, reconhece a falha, sublinhando que a situação “só não é considerada crítica” por ocorrer durante a noite, defendendo que a resposta será assegurada pelas VMER de Setúbal e do Barreiro. Ainda assim, admite que o problema tende a ser mais grave durante o dia, quando a pressão assistencial é maior.

Reforço com SIV “não substitui” a VMER

Como medida de contingência, foi destacada para a Margem Sul uma viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), composta por enfermeiro e técnico de emergência, solução que não substitui a VMER — o meio que inclui médico e está direcionado para doentes críticos.

De acordo com documentação do próprio INEM, a VMER é tripulada por um médico e um enfermeiro, com formação específica e capacidade de suporte avançado de vida, concebida para levar rapidamente equipa médica ao local e estabilizar doentes críticos. Já as ambulâncias SIV são tripuladas por enfermeiro e técnico de emergência pré-hospitalar (TEPH), com foco na estabilização e transporte em contexto de emergência.

ULS Almada-Seixal confirma dificuldades nas escalas

A ULS Almada-Seixal confirma dificuldades em preencher as escalas e admite que os nove turnos em falta se concentram sobretudo no período noturno.

O INEM está a avaliar se o reforço com SIV deverá tornar-se permanente. Se essa solução avançar, será necessário garantir enfermeiros por parte dos hospitais, num contexto em que a escassez de profissionais continua a condicionar a resposta em situações críticas.

Um meio-chave para Almada (e com elevada procura)

A relevância da VMER de Almada é sublinhada pela própria ULS: a viatura está enquadrada no Serviço de Urgência Geral e responde diretamente ao CODU/INEM na ativação e decisão de encaminhamento, com a missão de prestar cuidados altamente diferenciados “o mais precocemente possível”.

Em termos de atividade, a ULS indica que a VMER Almada foi ativada 3.179 vezes em 2022 (média de 8,7 por dia). Mais recentemente, refere também que em 2024 registou cerca de 3.000 ativações e contava com uma taxa de operacionalidade “a rondar os 100%” nesse ano.


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