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Galp acalma Governo sobre Sines

A Galp garante que já prestou esclarecimentos ao Governo sobre o futuro controlo da refinaria de Sines, no âmbito do acordo com a espanhola Moeve, e sublinha que o processo ainda não é vinculativo.

A Galp afirma que já explicou ao Governo a lógica do acordo com a espanhola Moeve, após o executivo ter levantado preocupações sobre o futuro controlo da refinaria de Sines. Segundo um dos copresidentes executivos, João Diogo Marques da Silva, a empresa procurou “sobretudo explicar ao Governo” esta matéria e teve mais do que uma oportunidade para apresentar o racional da operação.

O gestor sublinha que a transação ainda não é vinculativa e as duas empresas cumprem as etapas habituais de verificação, com equipas a avaliarem, separadamente do funcionamento normal de cada grupo, os aspetos operacionais, legais, financeiros e técnicos dos respetivos ativos. A Galp assegura que o Governo recebeu a informação disponível sobre o negócio. 

A petrolífera aponta meados de 2026 como horizonte para concluir o acordo final com a Moeve, que visa combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica. 

Questionado sobre atrasos na faturação que afetaram clientes, João Diogo Marques da Silva atribui o problema a uma alteração de sistemas no final de 2025 e afirma que a situação estabiliza, referindo uma redução das chamadas para os centros de atendimento para níveis próximos do normal. Na leitura do co-CEO, trata-se de um tema praticamente ultrapassado.

Já sobre o impacto do contexto no Médio Oriente, a copresidente executiva Maria João Carioca indica que a Galp tem trabalhado para redirecionar cargas, incluindo petróleo produzido no Brasil, admitindo que os primeiros efeitos refletem-se no preço e alertando para custos adicionais de transporte e seguros, que podem surgir mais adiante.

No dossiê da Namíbia, a co-CEO aponta que, no segundo semestre do ano, a Galp deverá estar em condições de avançar para o próximo furo, sublinhando a importância de manter proximidade com as autoridades locais e acelerar o caminho até ao chamado “primeiro petróleo”. Sobre o ativo Vénus, a responsável refere uma expectativa de decisão final de investimento ainda este ano e admite que o calendário de desenvolvimento é significativo, apontando 2028 ou 2029 como janela possível para o primeiro petróleo nesse bloco.

A empresa apresentou resultados de 2025 com um lucro recorde de 1,15 mil milhões de euros, mais 20% do que no ano anterior. 


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