Moita

Freguesias extintas: Populações da Moita exigem reversão imediata

A decisão do Presidente da República de vetar a Lei da Reposição de Freguesias gerou revolta na Moita. Populares e eleitos denunciam a desrespeito pela vontade das populações, mantendo a luta pela reversão da fusão imposta em 2013.

O PCP da Moita fez hoje um manifesto que difundiu nas redes sociais onde dá conta que o recente veto presidencial à Lei da Reposição de Freguesias reacendeu a polémica em torno da reorganização administrativa que, em 2013, levou à extinção de várias freguesias no país. No concelho da Moita, a decisão caiu mal junto de autarcas e populações, que veem nesta medida um obstáculo ao restabelecimento da autonomia local, duramente conquistada ao longo de décadas.

A fusão das freguesias de Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos foi uma das mais contestadas na altura, e a indignação dos moradores não esmoreceu com o passar dos anos. Segundo os contestatários, a extinção das freguesias resultou em pior qualidade nos serviços prestados à população e um afastamento dos centros de decisão relativamente às necessidades locais.

Com o veto à lei que previa a reposição das freguesias, os eleitos do Partido Socialista nas uniões de freguesia decidiram travar qualquer avanço na reversão do processo, o que gerou críticas de partidos como o PCP e a CDU, que defendem o direito das populações de voltarem a ter as suas freguesias independentes.

O descontentamento tem crescido, com eleitos locais a acusarem os partidos da direita, nomeadamente PSD e CDS, de terem sido os principais responsáveis pelo “roubo” das freguesias em 2013. Para os opositores da reforma administrativa, a fusão foi um erro, uma vez que nunca houve um verdadeiro benefício económico ou organizacional, somente uma perda de representatividade e qualidade nos serviços.

Diz o mesmo manifesto que a luta pela reposição das freguesias promete continuar, com pressão sobre as autoridades para que a voz das populações seja finalmente ouvida e respeitada.


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