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Foo Fighters dão maratona de rock de três horas no NOS Alive

Os Foo Fighters regressaram a Portugal para encerrar a segunda noite do NOS Alive e ofereceram um espetáculo de quase três horas, marcado por clássicos, momentos de improviso e uma ligação constante ao público. Dave Grohl voltou a assumir o papel de mestre de cerimónias numa atuação que reuniu várias gerações de fãs no Passeio Marítimo de Algés.

Não houve pausas, nem momentos mortos. Durante quase três horas, os Foo Fighters mantiveram milhares de pessoas em permanente sintonia, num concerto que confirmou porque continuam a ser uma das bandas mais influentes do rock mundial.

A atuação arrancou pouco antes das 23h00 e, desde os primeiros temas, Dave Grohl percebeu que tinha um público disposto a cantar cada verso. O vocalista respondeu na mesma moeda: falou várias vezes com os fãs, agradeceu o carinho recebido em Portugal e fez do enorme palco do NOS Alive um espaço de proximidade, onde a comunicação com a plateia nunca deixou de existir.

O alinhamento percorreu grande parte da carreira da banda, reunindo alguns dos temas mais marcantes das últimas décadas. “All My Life”, “The Pretender”, “Learn to Fly”, “Times Like These”, “My Hero”, “Best of You” e “Everlong” foram apenas alguns dos momentos que transformaram o Passeio Marítimo de Algés num gigantesco coro.

Mais do que um desfile de êxitos, o concerto destacou-se pela energia constante da banda. Dave Grohl percorreu o palco de forma incansável, incentivando sucessivamente o público a participar, enquanto a restante formação manteve um ritmo intenso que raramente deu espaço para recuperar o fôlego.

O regresso dos Foo Fighters a Portugal assumiu também um significado especial para muitos fãs, numa atuação que demonstrou uma banda sólida, experiente e confortável em palco, capaz de equilibrar a força das guitarras com momentos mais emotivos ao longo do espetáculo.

Antes da entrada dos norte-americanos, o Palco NOS recebeu três atuações que prepararam o ambiente para a noite mais dedicada ao rock desta edição do festival. As mexicanas The Warning abriram o dia com uma atuação intensa, Skunk Anansie voltaram a mostrar a força de Skin em palco e os britânicos Wolf Alice apresentaram um concerto que combinou sonoridades alternativas com momentos de maior intensidade.

A segunda noite do NOS Alive terminou assim com uma das atuações mais aguardadas do cartaz, encerrando várias horas de guitarras, refrões e milhares de vozes a cantar em uníssono.


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