A morte do físico português Nuno Loureiro, de 47 anos, está a causar forte impacto na comunidade científica internacional e em Portugal. O investigador, que dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi baleado na noite de segunda-feira na sua residência, em Brookline, na área metropolitana de Boston, no estado de Massachusetts.
Segundo informações avançadas pela imprensa norte-americana, o docente foi atingido por disparos dentro de casa e acabou por ser transportado para uma unidade hospitalar de Boston, onde o óbito foi declarado na manhã seguinte. A polícia abriu uma investigação por homicídio, estando ainda a apurar as circunstâncias em que ocorreram os disparos.
Vizinhos relataram aos meios de comunicação locais que ouviram sons compatíveis com tiros durante a noite, o que levou ao alerta das autoridades. Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre suspeitos ou motivações.
A morte de Nuno Loureiro gerou várias reações institucionais. O embaixador dos Estados Unidos em Portugal manifestou condolências à família, amigos e colegas, destacando a vida e o contributo científico do investigador. O MIT também reagiu, sublinhando o impacto académico do físico português e disponibilizando apoio psicológico à comunidade académica afetada pela perda.
Em Portugal, a notícia foi confirmada publicamente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros durante uma audição parlamentar, sem adiantar mais informações. O Instituto Superior Técnico, em Lisboa, onde Nuno Loureiro se formou e desenvolveu parte da sua carreira científica, recordou-o como um investigador de excelência e um colega com quem era um privilégio trabalhar.
Formado em Engenharia Física Tecnológica no ano 2000 e doutorado em Física em 2005, Nuno Loureiro construiu um percurso académico sólido entre Portugal, Reino Unido e Estados Unidos. Desde 2016 integrava o MIT, onde assumiu funções de professor e, mais recentemente, a direção de um dos maiores laboratórios do instituto, dedicado à física do plasma e à fusão nuclear.
Ao longo da sua carreira, recebeu vários prémios de relevo nos Estados Unidos, incluindo distinções atribuídas pela Fundação Nacional de Ciência e pelo então Presidente norte-americano, reconhecendo o seu trabalho científico e liderança na investigação.
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