Portagens nas SCUT’s: Protestos conquistam vitórias, mas luta contínua pelo fim das cobranças
Protestos contra as portagens nas SCUT's conquistam vitórias significativas, mas o MUSP alerta que a luta pelo fim total das cobranças continua.
O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) destacou a importância da luta dos utentes contra as portagens nas SCUT’s, sublinhando a relevância do buzinão de protesto realizado na Ponte 25 de Abril, na passada segunda-feira. Este ato foi uma demonstração clara da insatisfação da população perante as cobranças que, durante anos, penalizaram os utilizadores destas vias.
Recentemente, foram eliminadas portagens em diversas vias importantes, incluindo a A4 (Transmontana e Túnel do Marão), A13 e A13-1 (Pinhal Interior), A22 (Algarve), A23 (Beira Interior), A24 (Interior Norte), A25 (Beiras Alta e Litoral) e a A28. Esta decisão, tomada em maio de 2024, representou uma vitória significativa, mas o MUSP considera-a insuficiente. “Mais de 13 anos de custos acrescidos foram impostos aos utentes, sem alternativas de mobilidade adequadas e com consequências graves para o desenvolvimento regional”, referiu o movimento.
As portagens nas SCUT’s, originalmente criadas para facilitar a mobilidade sem custos para os utilizadores, tornaram-se num paradoxo, provocando efeitos adversos como o aumento do tráfego em estradas nacionais e municipais, elevados custos de manutenção e uma preocupante subida da sinistralidade rodoviária.
O MUSP exige agora a eliminação total de portagens remanescentes, nomeadamente na A28 (entre Matosinhos e Póvoa de Varzim), A29 (Vila Nova de Gaia), A41 e A42 (abrangendo municípios como Matosinhos, Maia, Valongo, Santo Tirso, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras). A organização também defende o fim das cobranças em rodovias da Região de Aveiro, como a A17, A25 e A29, onde não existem alternativas viáveis de mobilidade.
A luta do MUSP é sustentada pela defesa do cumprimento da Constituição da República Portuguesa, que assegura o direito à igualdade e à universalidade das leis em todo o território nacional. O movimento reforça o apelo às comissões de utentes e à população para manterem os protestos e continuem a exigir o fim desta “injustiça”. “A recente eliminação de algumas portagens prova que a luta dá resultados e que vale a pena persistir”, conclui o MUSP.
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