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Filho e nora julgados em Setúbal por suspeitas de terem deixado idosa morrer à fome

O caso remonta a 14 de dezembro de 2024, quando a idosa foi encontrada morta em casa, levando à detenção do casal — atualmente em prisão preventiva — por suspeitas de maus-tratos, privação de alimentação e falta de cuidados básicos

O filho e a nora de uma idosa de 98 anos começaram esta quinta-feira, 15 de janeiro, a ser julgados no Tribunal de Setúbal, acusados de homicídio qualificado. Em causa está a suspeita de que o casal terá deixado a vítima “à sua sorte”, sem alimentação adequada e sem cuidados básicos, com a mulher alegadamente amarrada à cama nos últimos meses de vida. A informação foi avançada numa reportagem da CMTV.

De acordo com a mesma reportagem, o arguido prestou declarações durante a manhã e disse estar arrependido, garantindo que “sempre tentou prestar o maior auxílio” à mãe e que nunca quis que o desfecho fosse a morte. Já a arguida, ouvida durante a tarde, terá afirmado em tribunal que a idosa “sempre foi muito magra”. Segundo a CMTV, os dois filhos do casal chamados ao processo não prestaram declarações.

No primeiro dia de julgamento foram também ouvidas testemunhas, incluindo vizinhos, que relataram nunca ter ouvido gritos nem pedidos de socorro por parte da idosa, acrescenta a CMTV.

Caso remonta a dezembro de 2024

O processo tem origem em 14 de dezembro de 2024, data em que a idosa foi encontrada morta em casa pelo filho, que terá acionado os meios de socorro. A partir desse momento, foi aberta investigação e o casal acabou detido, estando atualmente em prisão preventiva, enquanto decorre o julgamento.

Segundo a acusação descrita em notícias entretanto publicadas, a vítima — identificada como Maria Nazareth, de 98 anos — terá estado presa à cama, com sinais de extrema magreza e alegada privação de cuidados básicos, incluindo higiene, alimentação e acompanhamento médico.

Julgamento com Tribunal de Júri

A sessão está a decorrer em Tribunal de Júri, modelo em que, além de magistrados, participam jurados na apreciação do caso. A CMTV refere que, no julgamento, estiveram presentes juízes e jurados, cabendo agora ao tribunal apurar, com detalhe, o que aconteceu e se estão reunidos os pressupostos para a imputação dos crimes em causa.

O julgamento prossegue nas próximas sessões, com a continuação da produção de prova e audição de mais testemunhas.


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