As autoridades suíças continuaram este sábado a trabalhar na identificação das vítimas e no apuramento das causas exatas do incêndio que devastou o bar Le Constellation, numa das estâncias de esqui mais conhecidas do cantão de Valais. A tragédia ocorreu de madrugada, quando centenas de pessoas celebravam a entrada no novo ano num espaço fechado e muito concorrido.
O fogo espalhou-se com extrema rapidez, provocando cenários de pânico e caos. Várias testemunhas relataram que as chamas tomaram o teto em poucos instantes, deixando os frequentadores encurralados. Muitos tentaram fugir através das janelas, enquanto outros saíam para a rua com queimaduras graves, a pedir ajuda.
A principal hipótese em investigação aponta para velas de faísca presas a garrafas de champanhe, erguidas demasiado perto do teto, que terá sido revestido com espuma de isolamento acústico altamente inflamável. As autoridades analisam se todas as normas de segurança e de evacuação eram cumpridas.
O número elevado de vítimas colocou sob forte pressão o hospital de Sion, obrigando à transferência urgente de dezenas de feridos para unidades hospitalares especializadas em países vizinhos. Entre os feridos e mortos encontram-se várias nacionalidades, refletindo a forte presença internacional em Crans Montana, incluindo cidadãos portugueses.
Junto ao local da tragédia, multiplicam-se flores, velas e mensagens de homenagem. Familiares e amigos permanecem em silêncio perante um memorial improvisado, num ambiente marcado pela dor, incredulidade e espera angustiante por notícias.
A lotação exata do bar no momento do incêndio continua por apurar. O estabelecimento tinha capacidade anunciada para várias centenas de pessoas. Dois responsáveis do espaço foram levados para interrogatório, enquanto a procuradoria regional conduz uma investigação criminal para esclarecer eventuais responsabilidades.
A tragédia deixou a Suíça em choque e continua a dominar as conversas na região alpina, onde estão previstas várias cerimónias religiosas em memória das vítimas.
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