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FECTRANS acusa vídeo da Transtejo Soflusa de ‘colocar utentes contra trabalhadores’

Vídeo mostra longas filas de utentes no Terreiro do Paço em dia de plenário

A FECTRANS – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações criticaram esta sexta-feira em comunicado o posicionamento da administração da TTSL – Transtejo Soflusa que «mandou publicar um vídeo nas redes sociais, com o objectivo de colocar utentes contra trabalhadores, situação inédita que em vez de ajudar a resolver problemas, antes os agrava».

Neste comunicado a Federação refere que «em vez de vídeos sobre os plenários, o que é preciso é que a administração responda às reivindicações dos trabalhadores, precisa-se de soluções e não de ‘manobras de diversão’».

A entidade sindical avança ainda que «a administração da TTSL teve pressa em publicar o vídeo, mas não disse que: O plenário era para se realizar na semana passada com uma duração inferior, mas que foi alterado pelo facto de quererem interferir na organização dos plenários que é uma responsabilidade das organizações sindicais e não quis referir que, mesmo assim, os sindicatos antes de avançarem para este plenário, reuniram com a administração, onde se combinou a forma de organização deste e dos futuros plenários».

No vídeo partilhado nas redes sociais da TTSL, a empresa mostra as longas filas de utilizadores das ligações fluviais, no Terreiro do Paço, e pede «desculpas pelos inconvenientes causados pela paragem do serviço resultante do plenário de dia 7. Os incómodos tiveram repercussão sobretudo no regresso a casa na ligação do Barreiro, com extensas filas no Terreiro do Paço, mas fizeram sentir-se também nas rotas do Seixal, Montijo e Trafaria».

A TTSL indica ainda «no acordo fechado com os sindicatos, estarão previstas medidas com vista a mitigar situações semelhantes às ocorridas ontem com os passageiros».

Foi esta declaração que motivou o repúdio da FECTRANS, e no comunicado, a Federação acusa a empresa de procurar «lançar confusão entre os trabalhadores», sublinhando que está em curso «um processo de negociação colectiva ainda sem acordo» e que, nas propostas em discussão, «não existe qualquer matéria relacionada com plenários, uma vez que essa questão já se encontra regulada pelo Código do Trabalho».

No plenário de trabalhadores, ficou decidido: «rejeitar as propostas da administração para a alteração do AE – Acordo de Empresa, no sentido de desequilibrar relações de trabalho com prejuízo para os trabalhadores; considerar insuficientes as propostas de aumentos de salários e a não manutenção da regra existentes nas diferenças dos diversos níveis de vencimento, que desvaloriza as profissões; exigir respostas concretas no sentido da redução do horário de trabalho, tendo como objectivo as 35 horas semanais».

Na próxima quarta-feira, 13 de maio, irá decorrer nova reunião e nesta, segundo a FECTRANS a «administração terá de responder às reivindicações dos trabalhadores, que constam nas decisões dos plenários e nas propostas sindicais, caso contrário, certamente terá como resposta o desenvolvimento do conflito laboral».


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fertagus

palmela

2 Comentários

  1. A parte da “negociação coletiva” deve ser para rir… Quem se lembra das greves por função quando os “mestres” foram aumentados, depois os “maquinistas” tb queriam, depois foram os que agarram na corda… Quando todos conseguiram aumento, os “mestres” começaram nova greve por causa dos aumentos das outra categorias… Devem haver mais sindicatos na TTSL que sócios. A revolta ainda seria maior dos utentes se vissem a folha salarial desta gente… O sujeito que amarra o barco (e mal, as vezes) ganha 1,5 o smn.

  2. Utentes CONTRA O SINDICATO pois a quantidade de plenários anuais é vergonhosa e sempre em horas de maior tráfego apenas como demonstração de força e poder ignorando o utente e o seu papel social de transporte público sem alternativa eficaz.

    Uma vergonha, os sindicatos deveriam ter vergonha e como estamos em pleno emprego os trabalhadores podem procurar outra profissão se não estão satisfeitos até porque a mudança de emprego é melhor garante de subida de salário que carreira na mesma empresa.