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Fecho das Urgências de Obstetrícia no Barreiro: Autarca Alerta para Impacto na Saúde Materno-Infantil

O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, manifestou preocupação com o possível encerramento das urgências de Obstetrícia no hospital local, alertando que a medida não resolve a falta de profissionais na região.

fecho das urgências de Obstetrícia no Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, gera forte preocupação entre os autarcas e a população da Península de Setúbal. Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, criticou a decisão do Governo, que prevê centralizar os serviços no Hospital Garcia de Orta, em Almada, argumentando que a medida não resolve o problema de fundo: a falta de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o autarca, a solução passa por valorizar as carreiras médicas e melhorar as condições de trabalho para reter profissionais. “Enquanto não se tomarem medidas de fundo, continuaremos a discutir estes problemas ocasionalmente”, afirmou Rosa, em declarações à agência lusa.

A proposta do Governo, avançada pelo jornal Expresso, prevê que o Hospital do Barreiro mantenha apenas o acompanhamento pré-natal, exames e partos programados, enquanto as urgências obstétricas e casos de maior complexidade serão transferidos para Almada. A justificação é a maior capacidade do Garcia de Orta para lidar com situações de grande prematuridade.

No entanto, esta centralização preocupa os autarcas da região, que temem um agravamento do acesso a cuidados de saúde materno-infantil. A Península de Setúbal, que inclui nove concelhos e mais de 800 mil residentes, já enfrenta taxas de mortalidade infantil acima da média nacional. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, em 2023, o Barreiro e o Montijo registaram 6,1 mortes de bebés por mil nascimentos, enquanto a média nacional foi de 2,5.

Frederico Rosa alertou ainda que a falta de uma estratégia a longo prazo para o SNS pode levar a problemas recorrentes. “Não se resolve com pensos rápidos”, disse, defendendo um consenso político alargado para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.

Os autarcas da região já anunciaram que vão solicitar uma reunião urgente com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para discutir alternativas e garantir que a população não fica desprotegida.


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fertagus

palmela
palmela

Um comentário

  1. Vergonhoso,se querem um trabalho de segunda a sexta,fossem para um escritório, isto é uma pouca vergonha