Farmácias de Alcácer do Sal encerram devido a cheias provocadas pela tempestade e moradores devem recorrer a farmácia em Grândola
Inundações causam encerramento das duas farmácias locais e escolas; acesso a medicamentos está assegurado na Farmácia Pablo em Grândola.
As duas farmácias existentes em Alcácer do Sal foram encerradas devido às inundações provocadas pelas cheias que atacam a cidade no distrito de Setúbal, obrigando os moradores a deslocarem-se até ao concelho vizinho de Grândola para aceder a medicamentos.
A Câmara Municipal de Alcácer do Sal informou que, face ao agravamento das inundações, as farmácias da cidade encerraram as suas atividades. “Em caso de necessidade, a farmácia de serviço de referência passa a ser a Farmácia Pablo, na rua D. Nuno Álvares Pereira 168”, indicou a autarquia.
Além do encerramento das farmácias, as escolas de Alcácer do Sal, Palma e Casebres encerraram também as suas portas no mesmo dia devido às condições meteorológicas adversas.
O cenário no terreno é preocupante, com a água proveniente do Rio Sado a subir na frente ribeirinha da cidade. O pico da maré ocorreu por volta das 18:00, enquanto as barragens continuam a descarregar, aumentando o risco de cheias.
Clarisse Campos, presidente do município, afirmou que “o Plano Municipal de Emergência permanece ativo e que a prioridade são as pessoas”.
Por volta das 19:00, a cidade e os bairros periféricos ficaram sem energia elétrica por precaução para permitir os trabalhos dos bombeiros nas zonas inundadas. Contudo, às 19:20 a iluminação pública regressou, conforme informou António Grilo, vereador da Proteção Civil.
A empresa E-Redes está a avaliar os danos nas infraestruturas elétricas causados pelas cheias.
Num ponto mais elevado de Alcácer do Sal foram instalados um posto móvel da Proteção Civil e as viaturas das autoridades para coordenar as operações. A Marinha enfrenta a zona inundada com semirrígidos, que servirão para ajudar a população a sair da área ribeirinha, conforme observou a Lusa.
Durante as operações, várias pessoas foram retiradas das suas residências, transportando malas, incluindo um idoso que recebeu auxílio dos bombeiros para ir buscar medicação para a sua esposa, residente na zona inundada.
O fenómeno meteorológico atraiu a atenção de cerca de 20 habitantes que acompanham as operações, mostrando-se preocupados com a situação.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém aviso amarelo em todo o território de Portugal continental para hoje e quinta-feira, devido à previsão de chuva forte e aguaceiros ocasionais causados pela depressão Leonardo.
O IPMA alertou para períodos de precipitação persistente e por vezes forte, quedas de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte até sábado.
Portugal enfrenta a chegada de uma nova tempestade com populações ainda privadas de eletricidade após uma semana marcada por chuva intensa e ventos fortes que resultaram em 10 mortes e deixaram 68 concelhos em estado de calamidade.
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