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Exposição “Venham mais cinco” prolongada até 23 de novembro em Almada

Mais de 14 mil pessoas já visitaram a exposição em Almada, desde a inauguração em maio. A exibição foi prolongada até novembro.

A exposição de fotografia “Venham Mais Cinco – O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa”, patente no Parque Empresarial da Mutela, em Almada, vai manter-se aberta ao público até 23 de novembro.

A decisão de prolongar a mostra — que inicialmente terminava já no próximo domingo, dia 24 de agosto, — surge devido à grande afluência de pessoas, que já ultrapassaram os 14 mil visitantes desde a inauguração a 23 de maio.

A entrada é gratuita e a exposição pode ser visitada de quinta a domingo, entre as 11h00 e as 19h00.

Integrada nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a exposição apresenta cerca de 200 fotografias em grande formato captadas por 30 fotógrafos e fotojornalistas estrangeiros que estiveram em Portugal entre 1974 e 1975, mostrando o olhar internacional sobre os acontecimentos da revolução e que acompanharam a independência das ex-colónias.

“Foi o único momento em que Portugal esteve no centro do mundo” e é “um momento único na História de Portugal” afirmou à agência Lusa o realizador Sérgio Tréfaut, curador da exposição, no momento da inauguração, acrescentando que “é uma viagem no tempo”, que permite “atravessar esses dois anos vivenciando tudo que estava na ordem do dia no momento”.

A jornalista italiana Augusta Conchiglia, que documentou as independências em África, o fotógrafo francês Guy Le Querrec, coautor do livro “Portugal 1974-1975: Regards sur une tentative de pouvoir populaire”, os brasileiros Sebastião Salgado e Alécio de Andrade, e o francês Jacques Haillot, que morreu em Portugal, são alguns dos nomes que fazem parte da exposição.

A curadoria é do realizador Sérgio Tréfaut e da investigadora Margarida Medeiros (morreu em 2024), e a mostra está dividida em quatro núcleos temáticos: “A Festa da Liberdade”, “Novas Formas de Poder”, “Independências” e “Um País Dividido” — nas antigas instalações dos escritórios da administração dos Estaleiros da Lisnave, que transformaram “um espaço devoluto num verdadeiro equipamento cultural temporário”.

A exposição ocupa as antigas instalações administrativas da Lisnave, que transformaram “um espaço devoluto num verdadeiro equipamento cultural temporário”. Tem contado com várias visitas comentadas, frequentemente esgotadas, conduzidas pelos autores das imagens, historiadores, sociólogos e figuras ligadas à revolução.

A iniciativa é organizada pela Faux, em parceria com a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril e a Câmara Municipal de Almada, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da editora Tinta da China, que editou um livro-catálogo.

“Venham mais cinco” é o título da canção de José Afonso, inicialmente escolhida pelos militares do MFA para ser tocada no Rádio Renascença na madrugada de 25 de Abril de 1974, como senha do início do golpe militar. Segundo Sérgio Tréfaut, quando percebram que a canção não poderia ser tocada sem levantar suspeitas por se encontrar em lista negra, decidiu-se usar outro tema de José Afonso, Grândola (não proibido), para sinalizar o início do golpe.

“Ao escolher Venham mais cinco como título desta exposição, prestamos homenagem à grandeza única de José Afonso e ficamos à espera de mais cinco revoluções”, afirma em comunicado na página da CM Almada sobre a exposição.

*Com Lusa


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