Ex-primeiro-ministro Keir Starmer abandona mandato de deputado
O ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer vai renunciar ao mandato de deputado por Holborn e St Pancras, em Londres, provocando a realização de uma eleição suplementar. O antigo líder trabalhista afirma que chegou o momento de se dedicar a projetos ligados aos assuntos internacionais e ao combate à violência contra mulheres e raparigas.
Keir Starmer anunciou que vai abandonar o Parlamento britânico, colocando fim a mais de uma década como representante da circunscrição de Holborn e St Pancras, no norte de Londres.
O antigo primeiro-ministro, que liderou o Governo britânico após a vitória trabalhista nas eleições gerais de 2024, explicou que considera ter chegado o momento de iniciar uma nova fase da sua vida pública.
Numa entrevista ao Camden New Journal, Starmer afirmou que pretende concentrar-se em áreas como a defesa, a segurança, o comércio internacional e a tecnologia, bem como continuar o trabalho que tem desenvolvido no combate à violência contra mulheres e raparigas.
“Foi uma enorme honra e um privilégio representar a melhor circunscrição do país”, afirmou o ex-líder trabalhista.
A saída do Parlamento acontece depois de Starmer ter deixado a liderança do Partido Trabalhista e o cargo de primeiro-ministro na sequência de sucessivos resultados eleitorais negativos para o partido. A liderança do Governo passou entretanto para Andy Burnham.
Durante a despedida, Starmer destacou algumas das medidas que considera terem deixado marca no país e na sua circunscrição, incluindo o reforço do apoio social às famílias e medidas na área da educação.
O antigo chefe de Governo agradeceu ainda o trabalho desenvolvido com associações locais, escolas e organizações comunitárias, recordando iniciativas relacionadas com habitação, educação e prevenção da criminalidade juvenil.
A renúncia obrigará à realização de uma eleição suplementar em Holborn e St Pancras, abrindo uma nova disputa eleitoral numa das mais conhecidas circunscrições da capital britânica.
A decisão foi, porém, alvo de críticas da oposição conservadora. O presidente do Partido Conservador, Kevin Hollinrake, acusou Starmer de voltar atrás numa promessa anterior de permanecer no cargo e considerou que a eleição suplementar terá custos adicionais para os contribuintes.
Apesar da saída, o ex-primeiro-ministro garantiu que continuará a apoiar o Governo trabalhista e manifestou disponibilidade para se envolver em causas internacionais e humanitárias nos próximos anos.
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