Opinião

Eu fico!

Começo este artigo de opinião com uma citação que muito prezo: “O que faz a grandeza de alguém não é o ato, mas a permanência em resistir às adversidades.”

Recebi esta semana um convite que muito me surpreendeu: convidaram-me para militar num outro partido político, que prefiro não nomear aqui.

Quem ao longo dos últimos anos leu os artigos de opinião que fui publicando no Diário do Distrito, sabe da firmeza da minha militância no CDS-PP, onde tenho desempenhado funções nos órgãos locais e distritais.

Quem me conhece bem sabe que nunca trocarei o meu partido por nenhum outro. E explico porquê.

Porque nenhum dos outros partidos consegue competir com a Declaração de Princípios do CDS-PP.

Aliás, eu considero pernicioso defender que há partido(s) que ocupa(m) o lugar do CDS-PP. Não ocupam!

Porque não têm a sua história, não têm o seu legado, os seus ideais, os seus valores, enfim, não têm a sua alma.

A recente perda de representação parlamentar do CDS-PP é meramente conjuntural, sendo ainda consequência do sistema eleitoral que continua a vigorar em Portugal continental, o qual permite que partidos que obtiveram menor número de votos que o CDS-PP, a nível nacional, estejam atualmente no Parlamento, e nós, não.

Portanto, se alguma vez eu tiver de escolher entre lutar pelo meu partido ou virar-lhe as costas nos momentos difíceis, como alguns fizeram em troca de lugares dados de mão beijada ou na perspetiva de altos voos, eu escolherei sempre o meu partido.

E escolho independentemente do presidente que lá estiver, até aqueles que não apoiei na altura da sua eleição, porque é minha convicção que os presidentes passam, mas o partido permanece. E assim tem sido sempre.

A declaração de princípios do CDS-PP é em toda a linha, abrangente, inclusiva, coerente e tolerante. Não dá lugar a excessos, defende a vida e não a morte, exclui a violência e a tortura, e não tolera discriminações.

É esta a linha que define o CDS-PP e que o separa de todos os outros. Por todas essas razões, o CDS-PP faz falta a Portugal, e dizer-se que está morto e enterrado é no mínimo insultuoso!

Tenho a certeza de que a situação atual do CDS-PP é conjuntural, e que todos os seus Presidentes tentaram fazer o seu melhor, inclusive o anterior Presidente Francisco Rodrigues dos Santos, que acabou por ser vítima das circunstâncias.

 Ao atual Presidente Nuno Melo cabe-lhe agora cumprir o lema “Tempo de Construir” adotado na sua campanha, ouvindo as bases e os autarcas do partido.

Uma prova da atual vitalidade do partido é o facto dos seus militantes e da sua estrutura local no concelho do Seixal, território até hoje pouco recetivo aos ideais da direita democrática, continuarem ativos e empenhados na luta pelos ideais do CDS-PP.

Por tudo isto, apesar do momento que o meu partido atravessa, e pelas pessoas que estão nele de boa-fé, eu fico no CDS-PP!

Marlene Pires Abrantes, vogal na comissão política concelhia do CDS-PP.


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