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Estado corta 7,6 mil milhões à dívida pública num mês

A dívida pública portuguesa diminuiu 7,6 mil milhões de euros em julho, fixando-se nos 286,3 mil milhões de euros, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. A descida foi impulsionada sobretudo pela amortização de uma obrigação do Tesouro emitida em 2016. As responsabilidades em depósitos, contudo, continuaram a aumentar devido à procura por Certificados de Aforro.

A dívida pública portuguesa registou uma forte redução em julho, recuando 7,6 mil milhões de euros face ao mês anterior para um total de 286,3 mil milhões de euros, revelou esta terça-feira o Banco de Portugal.

De acordo com o banco central, a diminuição ficou a dever-se sobretudo à redução dos títulos de dívida de longo prazo, que caíram 8,3 mil milhões de euros, refletindo principalmente a amortização de uma obrigação do Tesouro emitida em 2016.

Em sentido contrário, as responsabilidades em depósitos aumentaram mil milhões de euros durante o mesmo período. O Banco de Portugal explica que esta evolução foi impulsionada pelo reforço da aplicação das famílias em Certificados de Aforro.

Os dados mostram também que os depósitos das administrações públicas diminuíram significativamente em julho, passando de 31,4 mil milhões de euros em junho para 24,1 mil milhões de euros.

Quando descontados esses depósitos, a chamada dívida líquida das administrações públicas registou uma descida mais modesta de 0,2 mil milhões de euros, fixando-se nos 262,2 mil milhões de euros.

A evolução de julho surge após um aumento expressivo da dívida pública em junho. Nesse mês, o endividamento do Estado tinha subido 5,2 mil milhões de euros para 293,9 mil milhões de euros, devido à acumulação de depósitos destinada a preparar o reembolso de uma linha de Obrigações do Tesouro que venceu em julho.

Na altura, o Ministério das Finanças justificou essa subida com a necessidade de assegurar o cumprimento do plano de amortizações do Estado, sublinhando que a evolução dos depósitos deveria ser considerada na análise da trajetória da dívida.

Apesar das oscilações mensais, o Governo mantém a previsão de redução do rácio da dívida pública para 87,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2026. Em 2025, esse indicador fixou-se em 89,7% do PIB, descendo abaixo dos 90% pela primeira vez em 16 anos.


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