País

Esquema de venda de vagas de atendimento no SEF origina participação no Ministério Público

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou hoje que apresentou uma participação ao Ministério Público, por indícios de crime de auxílio à imigração ilegal, devido à alegada venda de vagas de atendimento em portais de anúncios classificados.

O comunicado foi feito hoje, mas a participação foi apresentada em Maio, com o SEF a aguardar agora «o rápido apuramento de responsabilidades, na sequência de informações de que estariam alegadamente a ser vendidas vagas de atendimento nos serviços através de ‘sites’ de anúncios classificados online».

As vendas estariam a ser feitas através de sistemas informáticos (chamados ‘bots’, que simulam ações num computador) com ‘utilização abusiva’ do Sistema Automático de Pré-Agendamento (SAPA).

O SEF apresentou «suspeitas fundadas da captura de vagas por parte de particulares, com base em ‘encomendas’ de pacotes de prestação de serviços que incluem o agendamento e a preparação do pedido a apresentar ao SEF, tendo ocorrido um anormal volume de acessos ao sistema de agendamentos SAPA, nomeadamente em 26 de Abril e 08 de Maio, após a libertação de 2.000 vagas, que foram preenchidas num curto período de tempo.»

Face ao sucedido, o SEF decidiu condicionar a libertação de vagas no sistema informático de marcações e ativar a funcionalidade “reCAPTCHA” (sistema de caixa de diálogo) na página de autenticação do portal SAPA, lamentando as perturbações e os constrangimentos nas marcações feitas pelos utilizadores.


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