Greve dos enfermeiros da ULS Arrábida junto ao Hospital de São Bernardo
Os enfermeiros da ULS Arrábida realizam esta terça-feira, 2 de junho, uma greve acompanhada por uma concentração agendada para as 11h00, em frente ao Hospital de São Bernardo, em Setúbal. A iniciativa surge após os profissionais considerarem que continuam por resolver vários problemas relacionados com pagamentos em atraso, avaliação de desempenho e condições de trabalho.
A paralisação foi decidida depois dos enfermeiros concluírem que várias das reivindicações apresentadas na greve de 30 de setembro continuam sem resposta satisfatória, apesar dos compromissos assumidos pelo Conselho de Administração da ULS Arrábida.
Profissionais reclamam pagamento de valores em atraso
Segundo os enfermeiros, a administração corrigiu alguns incumprimentos que estavam a gerar prejuízos significativos aos profissionais, nomeadamente no que respeita às progressões remuneratórias devidas desde janeiro de 2025.
Contudo, permanecem por liquidar diversos montantes considerados relevantes pela classe. Entre eles encontram-se os retroativos das progressões referentes ao período entre 2018 e dezembro de 2021, bem como horas de trabalho extraordinário acumuladas desde 2022. Os profissionais afirmam que a escassez de enfermeiros e a inexistência de um mecanismo automático para pagamento das horas extraordinárias contribuíram para o aumento destes valores em dívida.
Por outro lado, os enfermeiros denunciam a existência de verbas por pagar desde 2023, associadas à antiga Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT). A estas situações juntam-se, ademais, os retroativos relacionados com a correção de injustiças remuneratórias que afetaram enfermeiros especialistas, que continuam sem regularização, segundo os profissionais.
Denunciadas irregularidades na avaliação de desempenho
Além das questões financeiras, os enfermeiros acusam a ULS Arrábida de ter criado novos problemas nos últimos meses. Entre as situações apontadas está, então, o alegado desaparecimento de horas trabalhadas nas unidades de Cuidados de Saúde Primários. Os profissionais contestam igualmente a forma como decorreu a eleição da Comissão Paritária, alegando que os enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários e do Hospital do Outão não puderam participar no processo.
Os profissionais consideram estas situações intoleráveis e defendem que a falta de resolução dos problemas está a contribuir para o afastamento de enfermeiros da instituição. Com a greve e a concentração junto ao Hospital de São Bernardo, os enfermeiros pretendem pressionar a administração da ULS Arrábida a regularizar os pagamentos em atraso e a corrigir as irregularidades que dizem persistir na instituição.
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