Opinião

Em Setúbal já há

Bem sei que vindo de mim não é um tema novo, mas merece novamente ser abordado porque pode ter passado relativamente despercebido à maioria dos setubalenses, especificamente os setubalenses mais jovens ou que regularmente trabalham com jovens.

Em Setúbal já há um Conselho Municipal de Juventude(CMJ). Chegou com vários anos de atraso, tendo em conta que por lei devia ter sido criado a partir de 2009, porém como é costume dizer-se “mais vale tarde que nunca”.

Como referi não é um tema novo para mim, pois em representação da Juventude Popular de Setúbal já o venho a abordar desde 2017. Já tinha aliás escrito sobre o CMJ aqui no Diário do Distrito, e este mesmo jornal também noticiou amplamente várias iniciativas realizadas pela JP a fim de consciencializar para a necessidade de criação deste órgão, e noutros casos apelar publicamente para que fosse criado. Destaco desde logo a petição que lançámos há 3 anos, e posteriormente as cartas que remetemos para associações juvenis da cidade, para a Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) e para o Conselho Nacional de Juventude (CNJ).

Também o CDS-PP de Setúbal já tinha feito a recomendação da criação deste assento municipal para os jovens, em sede de Assembleia Municipal, através do seu deputado de então, João Viegas.

Como é claro, este era um desígnio antigo que tínhamos para a nossa cidade. E assim era porque acreditamos num modelo criação de políticas direcionadas para os jovens que os envolva, assim como a quem trabalha diariamente com eles, de forma séria e oficializada  como acontece em tantos outros setores de criação de políticas públicas municipais.

Não fazia sentido ouvir-se dizer que é necessário combater o afastamento dos jovens à política ao mesmo tempo que se lhes recusava um lugar à mesa do poder autárquico.

O atraso de praticamente 15 anos na criação do Conselho Municipal de Juventude, foi provocado, como se sabe, por mera opção política do partido que à data governava de forma maioritária Setúbal, o PCP. A discordância era legítima a não aplicação da lei é que nem tanto.

Porém, a democracia encarregou-se de criar uma nova correlação de forças políticas no nosso município e, no caso desta proposta em específico, essa nova correlação de forças tratou de corrigir este erro com quase 15 anos.

Em Setúbal há agora um Conselho Municipal de Juventude, onde autarquia, representantes de associações juvenis e juventudes partidárias se sentam à mesa para trabalhar em conjunto pelos jovens setubalenses. Neste leque de participantes está, como não podia deixar de ser, a Juventude Popular de Setúbal, que tendo sido tão vocal na insistência para que se criasse o CMJ, tem a responsabilidade agora de ajudar na divulgação do trabalho deste órgão, assim como na eficácia do seu trabalho. E é isso mesmo que vamos fazer, porque também queremos demonstrar a quem não acreditava nesta opção, que foi um boa opção em prol dos jovens.

Já na nossa primeira intervenção no órgão alertámos para a ausência da informação no website da autarquia acerca da composição do CMJ, dos seus objetivos e assim como a disponibilização de acesso público das atas das reuniões. Esta lacuna foi então ultrapassada e os munícipes já podem, através do site oficial do município, acompanhar o que foi discutido nas reuniões.

Aos jovens do município deixo o repto para que acompanhem o trabalho deste órgão, e caso tenham propostas, ideias que gostavam de ver apresentadas no mesmo, ou até mesmo pedidos de informação, contactem a Juventude Popular de Setúbal.

João Conde, Presidente da Juventude Popular de Setúbal


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