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Duplo homicida do Montijo roubou arma a um inspetor da PJ

Suspeito do duplo homicídio no restaurante "O Apeadeiro", no Montijo, terá roubado a arma do crime a um familiar inspetor da PJ. O caso revela um plano alegadamente premeditado.

Arma roubada a inspetor da PJ em contexto familiar

O duplo homicida suspeito de matar duas pessoas no restaurante “O Apeadeiro”, no Montijo, terá roubado a arma utilizada no crime a um familiar que exerce funções como inspetor da Polícia Judiciária (PJ), segundo a acusação do Ministério Público citada pelo Jornal de Notícias.

De acordo com essa informação, o homem terá retirado uma Glock de calibre .45 de um cofre instalado na residência do familiar, na aldeia de Muxagata, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, aproveitando um convívio familiar ocorrido cerca de uma semana antes dos crimes.

Plano de duplo homicida do Montijo terá sido preparado ao pormenor

Segundo a acusação, o suspeito, identificado como José Augusto, de 61 anos, terá ainda levado munições juntamente com a arma, preparando o crime com antecedência.

O Ministério Público considera que o homem suspeitava de alegados desvios de lucros no negócio que mantinha em sociedade com a vítima, Pedro Ganança, situação que terá estado na origem do conflito que culminou na tragédia.

Restaurante Apeadeiro Sarilhos, no Montijo. Foto: Apeadeiro Sarilhos.

Discussão antecedeu regresso ao restaurante

Na noite de 16 de novembro, o suspeito terá entrado inicialmente no restaurante quando o espaço se encontrava em funcionamento, tendo discutido com o sócio, o que levou à intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Nesse momento, o homem terá desligado o sistema de videovigilância do escritório, um elemento que a acusação considera indício de premeditação.

Duplo homicídio perante clientes

Mais tarde, após a saída das autoridades, o suspeito terá regressado ao restaurante já armado com duas armas de fogo: uma Glock roubada ao familiar inspetor da PJ e um revólver de baixo calibre. Segundo o Ministério Público, o plano passaria por matar não apenas o sócio, mas também os seus dois filhos.

Segundo o referido, o primeiro a ser atingido foi Pedro Ganança, que se encontrava ao balcão, acabando por receber vários disparos. A vítima ainda tentou fugir, mas acabou por morrer junto ao exterior do estabelecimento. Por outro lado, Théo Ganança, de 23 anos, terá sido atingido já no exterior, após ter fugido do interior do restaurante, sendo alvejado mortalmente junto a uma ciclovia.

Fuga e detenção pela GNR

Após os crimes, o suspeito colocou-se em fuga, mas acabou detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) no dia seguinte ao duplo homicídio. Posteriormente, colocaram-no em prisão preventiva e acusaram-no de dois crimes de homicídio qualificado e furto qualificado.

O arguido permanece em prisão preventiva enquanto aguarda julgamento. Por fim, as autoridades não divulgaram a localização do estabelecimento prisional onde se encontra, por razões de segurança e protocolo.


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