O Poder Local continua a “apostar nesta terra dinâmica muito orgulhosa das suas raízes”, destacou Ana Teresa Vicente.
Os vereadores, deputados municipais e representantes do movimento associativo associaram-se ao aniversário da Junta de Freguesia e da Elevação a vila.
Pinhal Novo foi palco dos aniversários da Freguesia e da Elevação a vila, no salão da Junta super cheio, onde se viveram momentos emotivos, a par de recados com enorme simbolismo e desafios para o presente e o futuro.
A autonomia é a nossa Bíblia
Os vereadores, os deputados municipais, os presidentes das Juntas de Freguesia de Pinhal Novo, Palmela e Quinta do Anjo, os representantes do movimento associativo, os bombeiros, o padre Joaquim e as forças de segurança marcaram presença.

O vice-presidente da ANAFRE, Jorge Amador, não esqueceu o regresso ao Pinhal Novo, onde esteve há muitos anos, destacou o momento cultural proporcionado por um duo de saxofonistas da SFUA e lembrou a necessidade de “haver mais autonomia a nível das freguesias”, que “é a bíblia que trazemos debaixo dos nossos braços”.
Intervenções políticas
Os partidos representados na Freguesia de Pinhal Novo iniciaram-se com Rita Tapadinhas, do PSD/PP, que destacou “38 anos depois celebramos a força e conquista de uma população a nível do desenvolvimento, sem esquecer a nossa matriz rural, numa terra com passado, que vive o presente e projeta o futuro”.

A representante do Chega, Palmira Hortense, lembrou “celebrar a nossa história e assumir a nossa responsabilidade num Pinhal Novo mais limpo, mais atrativo e mais solidário”, porque “nesta vila é mais importante o que nos une do que nos separa”.

João Espalha, da CDU, salientou a importância de “renovar o compromisso para fazer crescer este território” e onde muitos autarcas “deram o melhor de si e que desde 1976 têm trabalhado em prol do Pinhal Novo”, para que “fosse uma vila dinâmica e o associativismo é a sua marca distinta”.

O dirigente deixa a promessa “os eleitos da CDU confirmam o compromisso com o futuro, para uma melhor mobilidade, mais e melhores serviços de saúde, exigindo a que temos direito”, porque o Pinhal Novo “tem história, tem origem, tem força”.

Álvaro Rebelo do PS destacou “vivemos numa freguesia com identidade própria e que aposta na cultura e tradição” e lembrou como exemplos o Mercado Caramelo e as Festas Populares do Pinhal Novo, acreditando que a freguesia “é capaz de atrair financiamentos e investimentos”. O socialista defendeu “é preciso mais visão e o atual presidente da Junta já está a trabalhar”, terminando “é preciso colocar as pessoas no centro das intenções”.
As vozes do Poder Local
O presidente da Assembleia Municipal de Palmela, João Leitão, começou por destacar “é evidente o potencial do Pinhal Novo, ao preservar o passado e projetando”. O autarca lembrou as carências na habitação, pois “sem casa não conseguimos ter dignidade humana”. Os idosos “devem ter envelhecimento ativo com uma bolsa de voluntários” defendeu e acrescentou “haver mais transportes públicos, melhores acessos, bermas tratadas e aceiros pavimentados”. E desafiou “deve haver uma consulta pública para a elevação de Pinhal Novo a cidade”.

João Leitão desafiou os moradores a “participarem nas reuniões da Assembleia Municipal”, porque “a política não serve para nada se não trouxer sentido de reflexão”.
Terra com qualidade de vida
João Estroia Vieira, presidente da Junta de Pinhal Novo destacou a importância dos 98 anos da Freguesia e dos 38 da elevação a vila, em que “esta terra cresceu e afirmou-se” porque “são os moradores que constroem esta identidade feita de trabalho, numa terra com qualidade de vida e que nos coloca desafios”. O autarca manifestou a necessidade de “haver mais recursos financeiros, humanos e materiais” para “reforçar o orgulho de continuarmos juntos a construir esta terra”.

Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara de Palmela, revelou “partilho dos vossos desafios” e lembrou “o Pinhal Novo foi a freguesia que mais rapidamente cresceu e foram as autarquias e as populações que construíram os alicerces desta terra”.

Apesar do Pinhal Novo “ser a freguesia mais central do concelho de Palmela, valorizada pelas vias rodoviárias e ferroviárias, não é um dormitório e orgulha-se das suas raízes”, garante a edil, mas não deixa de alertar para “o estado lamentável das nossas vias nacionais da responsabilidade da Administração Central” e defendeu “deve-se começar a trabalhar nos projetos das variantes” e as prioridades da rede viárias “são obrigatórias”. A presidente da Câmara reconheceu “temos a responsabilidade das estradas municipais e caminhos onde identificámos carências de 12 milhões de euros, que devem fazer parte das verbas do PTRR”.
Emoção no princípio e no fim
A sessão dos aniversários começou com a emoção da música e terminou com a surpresa ao primeiro presidente da Junta, Joaquim Ricardo, que “não estava à espera”.

A sala aplaudiu de pé o atual responsável pela Associação de Reformados de Pinhal Novo.
A Câmara de Palmela, as Juntas de Freguesia de Palmela e Quinta do Anjo e o movimento associativo também entregaram prendas, antes de se cantarem os parabéns ao Pinhal Novo, e comer-se o bolo acompanhado de abafadinho caramelo.

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