Doente no chão nas urgências? Hospital de Coimbra desmonta versão divulgada
A história de uma doente oncológica alegadamente deixada no chão no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra gera indignação pública. A ULS de Coimbra nega a acusação, garante que não houve falta de macas e afirma que a situação foi criada por um familiar.
A denúncia de que uma doente oncológica teria sido deixada deitada no chão no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) lançou uma forte polémica nas últimas horas, após a divulgação de relatos e imagens nas redes sociais. A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra veio agora prestar esclarecimentos detalhados e rejeita de forma categórica a versão que aponta para uma alegada falta de macas.
Segundo a instituição, a doente não esteve no chão por inexistência de meios. Os registos clínicos e os testemunhos dos profissionais indicam que, à chegada à unidade hospitalar, a utente se encontrava calma, orientada e com capacidade para se sentar, tendo sido disponibilizada uma cadeira de rodas, com apoio de um segurança. A entrada no Serviço de Urgência foi feita nessa condição, acompanhada por dois familiares.
A ULS de Coimbra explica ainda que, durante um curto período, um familiar terá decidido regressar ao veículo, trazer uma manta e deitar a doente no chão, manifestando a intenção de registar imagens. A equipa de enfermagem foi de imediato alertada para a situação e avançou prontamente para a triagem clínica da utente. A unidade hospitalar sublinha que em nenhum momento permitiria que um doente permanecesse no chão por falta de recursos, independentemente da sua condição clínica.
No que respeita ao acompanhamento médico, a doente recorreu ao Serviço de Urgência em dois episódios distintos, tendo sido sempre avaliada com prioridade clínica laranja, considerada muito urgente. Na primeira admissão, foi observada pela especialidade de Cirurgia Geral, medicada, submetida a exames complementares e teve alta no mesmo dia. Dois dias depois, voltou à urgência, foi novamente avaliada, realizou exames, recebeu terapêutica adequada e teve alta após reavaliação clínica, com orientações para seguimento.
Em ambos os atendimentos, a ULS garante que os tempos de resposta foram cumpridos e que a doente esteve sempre acompanhada segundo os protocolos clínicos em vigor.
A instituição sai também em defesa dos seus profissionais, rejeitando acusações que considera infundadas e alertando para o contexto particularmente exigente vivido nas urgências hospitalares. Médicos, enfermeiros e restantes equipas continuam a assegurar cuidados com profissionalismo e respeito, apesar da elevada pressão assistencial.
A ULS de Coimbra reafirma a sua disponibilidade para prestar todos os esclarecimentos necessários e assegura o compromisso com a verdade dos factos, a qualidade dos cuidados prestados e a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
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