Do mal o menos, entre o seguro e a aventura, ganha a democracia.

Entre jogar pelo seguro ou aventurar, Portugal decide de forma perentória que o grande vencedor das eleições é a democracia. Com um apoio de maior dimensão por parte de mulheres e licenciados, estas eleições vieram colocar em pratos limpos que ainda existe bom senso e responsabilidade no que toca aos valores portugueses.
Depois de uma primeira volta que demonstrou o fracasso total de PSD na aposta em Marques Mendes, terminando mesmo atrás de Henrique Gouveia e Melo e uma maratona perdida nos últimos metros por João Cotrim Figueiredo. Fica na retina uma campanha que foi marcada por estabilidade e consistência, apesar de não ser perfeita, de António José Seguro, que foi ganhando pontos sempre em crescendo, aproveitando todos os deslizes dos adversários. O que culminou na disputa da 2ª volta frente ao político com maior taxa de rejeição por parte dos portugueses.
André Ventura sempre com o seu estilo irreverente não consegue cativar mais votos junto do povo português, mesmo com o seu habitual populismo, distorção de informação e tentativas de manipulação. O eleitorado deixa claramente a mensagem de que não alinha com a sua visão bacoca e prefere a responsabilidade e previsibilidade do candidato apoiado pelo PS. O líder do Chega garante que o número de votos voltou a subir, no entanto o seu lugar é de facto como deputado e não como presidente da República. Não seria de todo bom para a imagem de Portugal André Ventura ocupar o lugar de Chefe de Estado.
Essencial é também perceber a natureza destas eleições. Sabemos que apesar da vitória do socialista nestas presidenciais com 3.483.802 votos (até ao momento), o que revela ser um novo recorde, é bom que o povo português não esqueça o quão mal foi gerido o país nesta última década nas mãos de governos socialistas.
A Direita merecia um candidato apto e experiente que cativasse mais eleitorado para ambicionar o lugar de presidente da República. Assim sendo, foram umas eleições que “quebraram” a tendência que seguia a todo o vapor de viragem à direita em Portugal. “Quebram “devido à inexistência de um candidato forte e capaz de representar o grosso de uma Direita portuguesa. Essa mesma que não se viu representada na primeira volta e que na segunda foi obrigada a votar com consciência para evitar males maiores.
Males maiores? Sim, isto porque Seguro também não é o presidente que Portugal precisa. Portugal não beneficia de um Chefe de Estado ligado ao socialismo e que demonstra fragilidades. O Presidente da República eleito não deve interpretar o resultado como um incentivo ao confronto político, uma atitude de Oposição ao Governo seria desajustada face ao momento que o país atravessa. Se a estabilidade, responsabilidade e moderação foram valores defendidos pelo mesmo, em campanha, pode e deve ser coerente e seguir essa conduta quando o assunto for deixar o atual governo decidir.
A verdade é que António José Seguro não terá uma tarefa facilitada, vivemos uma fase de grandes conflitos mundiais e uma escalada de tensões em diversas partes do globo. Internamente Portugal detém vários problemas que cabem muitas vezes ao presidente dar o mote e demonstrar solidez. É de extrema importância garantir e fomentar as boas relações internacionais que Portugal detém, mas nunca deixando para trás principalmente os interesses do nosso próprio país e da sua gente.
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