Diretor do SNS abandona o cargo após acusações de incompatibilidade de funções
António Gandra D'Almeida, diretor-executivo do SNS, pediu demissão imediata na sequência de acusações de acumulação ilegal de funções.
O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Gandra D’Almeida, anunciou esta sexta-feira a sua demissão imediata, justificando a decisão com a necessidade de proteger o SNS, a sua família e o seu bom nome. A decisão surge após a SIC divulgar uma reportagem que aponta alegadas irregularidades na acumulação de funções públicas e privadas entre 2021 e 2023.
Segundo a reportagem, Gandra D’Almeida exerceu simultaneamente os cargos de diretor da delegação Norte do INEM e de médico tarefeiro nas urgências de Faro e Portimão, atividades que, segundo a lei, seriam incompatíveis. Apesar de ter obtido autorização do INEM para desempenhar as funções sem remuneração, a SIC revelou que o médico terá recebido mais de 200 mil euros mediante uma empresa criada com a sua esposa, valores que, segundo a estação, levantam questões de legalidade.
Em nota enviada à comunicação social, António Gandra D’Almeida classificou a reportagem como contendo “imprecisões e falsidades” que lesam o seu bom nome. O responsável afirmou que a sua atuação profissional nos anos anteriores à nomeação para o SNS foi pautada por dignidade e legalidade, refutando qualquer acusação de irregularidades.
O médico militar, especialista em cirurgia geral, foi nomeado diretor-executivo do SNS em maio de 2024, após a saída de Fernando Araújo. Durante o seu mandato, enfrentou desafios significativos no sistema de saúde, incluindo a gestão da crise no setor das urgências hospitalares.
Esta demissão ocorre num momento em que o SNS enfrenta pressões crescentes para reformar e melhorar os serviços prestados aos utentes, colocando em evidência as dificuldades de liderança e gestão do sistema público de saúde.
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Só neste país trabalhista, ditadura do excedentariado de carreira blindada subsidiada à prova de mercado da cauda do mundo livre, próspero e desenvolvido, um médico é penalizado e atacado por corresponder à procura de mercado para o seu saber-fazer, enquanto 120 mil outros funcionários públicos são pagos para fazer nada que tenha real procura de mercado, se justifique e seja pertinente e estritamente necessário em área carenciada. Com a Constituição trabalhista da República Portuguesa em vigor, os laboriosos fazedores de carga fiscal e dívida pública desnecessárias nunca serão travados e muito menos penalizados. O que se passa é que a ditadura trabalhista do excedentariado de carreira blindada e subsidiada em que foi transformado Portugal, faz com que neste momento existam 120 mil funcionários públicos que não são precisos na função pública e 50 mil que são lá precisos mas não estão lá. E com isso sobra um saldo de 70 mil proletários na população ativa prontos a fazer face à procura de mão de obra no setor privado da economia portuguesa. Isto ao fim de uma geração é um pesado fardo para Estado, economia e sociedade portuguesas. Ao fim de várias é um mal inqualificável. Mesmo com tanto fundo da União Europeia, o desperdício e parasitismo é tanto que não dá para atender a tudo.