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Diretor da Escola Básica da Trafaria desmente “tiroteio” e garante que não houve armas nem disparos

O diretor da Escola Básica da Trafaria, Sandro Gonçalves, desmentiu a versão de um alegado tiroteio no recinto escolar e garante que “não há relato de ninguém ter visto nenhuma arma nem de ter ouvido nenhum tiro”, apesar do pânico vivido na quarta-feira.

O diretor da Escola Básica da Trafaria, Sandro Gonçalves, apresentou esta quinta-feira uma versão diferente daquela que marcou as primeiras notícias sobre o incidente que gerou pânico na escola, na quarta-feira, por volta das 13h30, durante a hora de almoço.

De acordo com as declarações do diretor, transmitidas na reportagem da TVI, o episódio teve origem num desentendimento “aqui à porta desta escola”, associado a conflitos que “vêm do bairro em frente”, identificado como o Segundo Torrão. Nesse contexto, explicou, “um senhor acompanhado de duas senhoras” forçou o portão de entrada e entrou no interior do estabelecimento.

“Ontem aconteceu que o senhor acompanhado de duas senhoras forçaram este portão, entrando na escola”, descreveu Sandro Gonçalves, esclarecendo que a discussão já “vinha aqui do bairro em frente”. No interior, segundo o diretor, a entrada destas pessoas e o clima de gritos e tensão provocaram receio entre a comunidade escolar, levando a direção e os funcionários a adotarem procedimentos de contenção e proteção.

“Entraram e os gritos (…) por uma questão de segurança foram mantidas em sítios fechados, inclusivamente os alunos”, afirmou, sublinhando que a escola procurou manter todos em locais seguros, numa resposta imediata ao alarme gerado.

O diretor foi taxativo ao rejeitar a hipótese de armas ou disparos: “Não há relato de ninguém ter visto nenhuma arma nem de ter ouvido nenhum tiro.” E acrescentou: “Não houve agressões, não houve nada. Houve insultos e invasão da escola”, referindo ainda danos no acesso: “impede de dar um cabo do portão”.

Na mesma intervenção, Sandro Gonçalves assinalou que as notícias que circularam com títulos a apontar para tiros e armas “não correspondiam à verdade”, frisando que o que aconteceu foi uma situação rápida, centrada na intrusão e na confusão gerada, sem registo de tiros no local.

O responsável explicou também que o contexto do incidente envolve conflitos repetidos, com episódios que obrigaram a escola a acionar as autoridades em dias próximos: “Houve também aqui um desentendimento… em três dias tivemos de chamar quatro vezes…”, referindo “confusões que vêm do bairro, alheias a nós”, e problemas com “várias pessoas” e encarregados de educação.

Sobre a origem imediata da ocorrência, a reportagem indica que o incidente estará relacionado com uma rixa entre alunas. O diretor confirmou que se tratou de “duas”, admitindo, contudo, que poderiam estar “mais envolvidas”, e explicou que, após uma rixa, surgiu a informação de que uma aluna se teria “refugiado na escola”, o que terá levado os familiares a entrarem pelo portão “à procura dessa” — mas, segundo afirmou, “nem estava aqui dentro”.

Quanto ao funcionamento da escola, Sandro Gonçalves garantiu que, na quinta-feira, a atividade decorre normalmente e com reforço de policiamento para tranquilizar a comunidade: “Hoje a escola está com esse policiamento, como estão a ver, para garantir aos pais que está tudo bem.” O diretor reiterou, no entanto, a ideia central do seu esclarecimento: “Não houve tiros, ninguém viu arma nenhuma”, descrevendo o episódio como um alarme que gerou medo, mas sem confirmação de qualquer arma de fogo no recinto.


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